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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/07/2017 20:14

Dólar fecha em R$ 3,26 diante de exterior e quadro político nacional

Niviane Magalhães (Estadão Conteúdo)

O dólar renovou mínima durante a leitura do parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia de corrupção passiva da PGR contra o presidente Michel Temer, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

A moeda norte-americana chegou ao tocar o patamar dos R$ 3,25. Porém, voltou aos R$ 3,26, com a manifestação dentro do esperado. As expectativas de que a equipe econômica seja mantida em um possível governo de Rodrigo Maia seguiram permeando os negócios, em paralelo com um cenário externo mais tranquilo.

Segundo Zveiter, "estão demonstrados na denúncia indícios suficientes e materialidade de delito" e "o que temos são indícios de autoria o que enseja o deferimento da autorização". De acordo com um operador do mercado, o dólar bateu mínima com os investidores ansiosos por uma resolução da crise política e o reforço da perspectiva de uma possível substituição de Temer por Rodrigo Maia. "O mercado quer uma resolução da crise política e para isso quer uma substituição entre Temer e Maia rapidamente para acabar com as incertezas", destacou o operador.

"Está havendo um consenso de que, independente de quem ficar no governo (Temer ou Maia), a equipe econômica será mantida e as reformas devem ser aprovadas" ainda que desidratadas, pontuou o diretor de câmbio da Abrão Filho, Fernando Oliveira, acrescentando que o mercado tem se animado com a leve melhora econômica no País, com inflação diminuindo. Hoje, o boletim Focus do BC mostrou que a mediana para a inflação em 2017 passou de 3,46% para 3,38%. Há um mês, estava em 3,71%.

A ampliação da queda da moeda americana durante a tarde veio também de um cenário externo mais tranquilo. Após a tensão em relação à Coreia do Norte ter reduzido depois do encontro do G-20 no fim de semana, o dólar lá fora encontrou espaço para cair levemente ante principais moedas, ficando misto em relação a moedas emergentes.

"A alta das bolsas no exterior e do petróleo contribuiu para a queda do dólar lá fora e internamente. Isso se somou ao fato que Rodrigo Maia assumindo o governo ajudaria o andamento das reformas", disse o economista da Nova Futura, Pedro Paulo Silveira. "Como o risco no exterior diminuiu, o estrangeiro começou a voltar para o Brasil".

No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,72%, aos R$ 3,2601. O giro financeiro registrado somou US$ 1,13 bilhão. Na mínima, ficou em R$ 3,2581 (-0,78%) e, na máxima, aos R$ 3,2793 (-0,13%).

No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,83%, aos R$ 3,2750 O volume financeiro movimentado somou US$ 10,64 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2730 (-0,32%) a R$ 3,2960 (-0,09%).

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