Dólar inicia 2026 em queda de 1,18% e mantém tendência de desvalorização
Moeda cai 1,18% no dia, enquanto Ibovespa recua com baixo volume e atenção ao cenário externo
O dólar fechou o primeiro pregão de 2026 em queda de 1,18%, cotado a R$ 5,42, nesta sexta-feira (2). A desvalorização ocorreu com baixo volume de negócios por causa da emenda do feriado de Ano Novo, na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), em São Paulo (SP).
RESUMO
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O dólar iniciou 2026 com queda de 1,18%, cotado a R$ 5,42, mantendo a tendência de desvalorização observada no fim de 2025, quando acumulou perda superior a 10%. O resultado marcou o pior desempenho da moeda americana em quase uma década. O Ibovespa fechou em queda de 0,36%, aos 160.539 pontos, após registrar alta superior a 33% em 2025. O mercado operou com oscilações devido ao volume reduzido de negociações e à análise das novas tarifas chinesas sobre importação de carne bovina, que entraram em vigor em janeiro.
A moeda manteve a tendência de queda observada no fim de 2025, quando acumulou desvalorização superior a 10%. Esse resultado marcou o pior desempenho anual do dólar em quase dez anos. No dia anterior, último pregão de 2025, a divisa já havia recuado 1,47%.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,36%, aos 160.539 pontos. Em 2025, o índice acumulou alta superior a 33%, no maior ganho anual desde 2016. Mesmo com juros no nível mais alto em duas décadas, a bolsa sustentou desempenho positivo no ano passado.
O mercado operou com oscilações ao longo do dia por causa do volume reduzido de negociações. Investidores analisaram o início das tarifas chinesas sobre a importação de carne bovina. O foco também se voltou para a agenda econômica da próxima semana.
A China passou a limitar a importação de carne bovina desde 1º de janeiro. A cota total para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas, segundo o Ministério do Comércio chinês. O que ficar dentro desse volume terá taxa de 12%, enquanto o excedente sofrerá sobretaxa de 55%.
O país asiático também reafirmou a meta de crescimento de 5% em 2025. O objetivo exige investimentos em infraestrutura e indústria, o que amplia a demanda por matérias-primas. Esse cenário favorece exportadores como o Brasil e sustenta ações ligadas a commodities.
Nos Estados Unidos, investidores aguardam a divulgação do payroll, relatório do mercado de trabalho, prevista para a próxima sexta-feira. O dado orienta decisões do Fed (Federal Reserve) sobre juros. O mercado projeta dois cortes em 2026, mas um emprego forte pode manter juros altos por mais tempo.
Também segue no radar a escolha do próximo presidente do Fed. O mandato de Jerome Powell termina em maio, e o presidente Donald Trump (Republicano) deve anunciar o sucessor ainda em janeiro. O nome mais citado é o do assessor econômico Kevin Hassett.


