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Economia

Em dezembro, Estado exportou US$ 8,9 milhões e atingiu US$ 10 bi em 2025

Puxado por celulose, carne bovina e soja, comércio exterior mantém China como principal destino

Por Ketlen Gomes | 06/01/2026 15:56
Em dezembro, Estado exportou US$ 8,9 milhões e atingiu US$ 10 bi em 2025
Celulose se consolida como principal produto exportado por MS e China segue como maior parceiro comercial. (Divulgação/MSGOV)

Mato Grosso do Sul fechou o mês de dezembro de 2025 com exportações de US$ 869,9 milhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Com isso, o Estado fechou o ano com o total de US$ 10.736.166.075 exportados, sendo este o volume recorde. No último mês do ano, a celulose seguiu na liderança da pauta externa do Estado, seguida pela carne bovina e pela soja.

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Mato Grosso do Sul alcançou marca histórica nas exportações em 2025, totalizando US$ 10,7 bilhões. A celulose liderou a pauta com US$ 3,11 bilhões, seguida pela soja com US$ 2,45 bilhões e carne bovina com US$ 1,90 bilhão. A China manteve-se como principal parceiro comercial do estado, porém seu recente estabelecimento de cotas para importação de carne bovina brasileira preocupa autoridades. O estado registrou crescimento de 7,51% em relação a 2024 e obteve superávit de US$ 8 bilhões na balança comercial.

Conforme os números oficiais, a celulose respondeu por US$ 263,3 milhões do total exportado em dezembro, mantendo-se como o principal produto vendido por Mato Grosso do Sul ao mercado internacional. Em segundo lugar ficou a carne bovina, com US$ 205 milhões, considerando os embarques de produtos congelados, frescos ou refrigerados. A soja apareceu na terceira posição, com US$ 109,4 milhões exportados no período.

A China permaneceu como o principal parceiro comercial do Estado no mês, liderando as compras dos três principais produtos da pauta sul-mato-grossense. Para o país asiático, MS exportou US$ 163,6 milhões em celulose, US$ 93,2 milhões em soja e US$ 73,3 milhões em carne bovina. Já os Estados Unidos adquiriram US$ 36,8 milhões em produtos do Estado, após a queda das tarifas extras que incidiam sobre a carne bovina brasileira.

No acumulado de janeiro a dezembro, a celulose liderou as vendas externas ao longo de 2025, com US$ 3,11 bilhões. A soja ficou em segundo lugar, somando US$ 2,45 bilhões, seguida pela carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que alcançou US$ 1,90 bilhão em exportações.

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), celebrou o volume recorde de exportação de Mato Grosso do Sul, e destacou que o Estado superou um ano com diversos problemas, principalmente em relação ao mercado norte-americano, que estabeleceu tarifas adicionais a produtos brasileiros como a carne e celulose.

"Quando a gente olha para as exportações, o nosso principal produto em 2025 foi a celulose, mostrando como é que o setor se consolidou no Mato Grosso do Sul, com 28,8% das exportações, o complexo soja com 22% e a carne bovina como o terceiro produto, com 17% do total das exportações", destaca o secretário.

Verruck informa ainda que o Estado teve um crescimento de 7,51% em relação a 2024, e que as importações também estão de acordo com o indicado pela economia estadual, apontando uma retração. Na balança comercial, MS teve um superávit de US$ 8 bilhões em 2025.

Apesar do desempenho positivo, o cenário externo acendeu um alerta no governo estadual. A China, maior parceira comercial de Mato Grosso do Sul, estabeleceu recentemente um teto máximo para a exportação de carne bovina brasileira. Diante disso, o secretário afirmou que há preocupação de que a adoção de cotas possa se estender a outros produtos estratégicos da economia estadual.

“A China é nosso principal mercado de celulose, nosso principal mercado de soja, principal mercado de bovinos, que são os produtos mais representativos. Então, quando começam a estabelecer salvaguardas, isso efetivamente nos preocupa”, declarou.

Segundo Verruck, o Estado mantém tratativas com o Ministério da Agricultura para tentar reverter eventuais taxas extras caso o Brasil ultrapasse o teto de 1,106 milhão de toneladas de exportação de carne bovina em 2026. O secretário também informou que dialoga com entidades do setor produtivo, como a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), para alinhar estratégias e buscar a proteção de pequenos frigoríficos diante das possíveis restrições.

Matéria alterada às 17h para acréscimo de informações.

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