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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/09/2013 18:22

Empresários desbravam “rota misteriosa” que pode reduzir gastos

Lidiane Kober
Empresário e autoridades vão à expedição a bordo de caminhonetes Volkswagen Amarok (Foto: Divulgação)Empresário e autoridades vão à expedição a bordo de caminhonetes Volkswagen Amarok (Foto: Divulgação)

Cerca de 90 empresários e autoridades embarcam, na manhã desta sexta-feira (27), em expedição para desbravar rota misteriosa até os portos chilenos de Arica e Iquique. A bordo de 30 caminhonetes Volkswagen Amarok, eles vão percorrer 2,7 mil quilômetros para descobrir a viabilidade de transportar produtos sul-mato-grossenses pelo Oceano Pacífico. Segundo setores do transporte, o trajeto deve reduzir custos e agilizar a chegada das cargas até a China e a Índia.

O SetLogMS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de MS) faz propaganda da rota e destaca a redução de sete mil quilômetros no transporte marítimo até a Ásia, o fim das filas nos portos e a diminuição de até 70% dos gastos com taxas de embarques.

“Ter uma alternativa para escoar nossa produção com economia de tempo, de taxas portuárias e reduzindo o custo do frete, nos torna mais competitivos”, ressaltou Cláudio Cavol, presidente do SetLogMS. “Os portos chilenos tem ótima estrutura e há um grande empenho do governo em realmente abrir esse caminho de comércio com o Brasil”, acrescentou.

Assessor técnico da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Lucas Galvan embarca amanhã na expedição, batizada de “Unindo Povos – Ligando Oceanos”. Cauteloso, ele explicou que a viagem é para “conhecer essa alternativa de escoamento”. “Será uma oportunidade de fazer contatos e levantar custos”, comentou.

Segundo Galvan, hoje o porto de Paranaguá, no Estado do Paraná, é o principal destino dos produtos sul-mato-grossenses, seguido dos portos de Santos (SP) e de São Francisco (SC). “É preciso dar uma volta danada pelo Oceano Atlântico para chegar à China e a Índia, importantes países consumidores dos produtos do Estado”, afirmou.

Apesar de encurtar em sete mil quilômetros à distância até os países asiáticos, a titular da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias ponderou a necessidade de conhecer as condições da rota, dos portos chilenos e da burocracia para transitar pela Bolívia até chegar ao Chile.

“Daí a importância dessa expedição para ver os gargalos e fazer um diagnóstico da viabilidade de usar a rota”, enfatizou. Ela sabe da importância de ampliar as alternativas de rotas, mas defende a necessidade de “costurar detalhes” para saber exatamente se o trecho é seguro e se realmente reduzirá custos.

“De nada adianta sair daqui com carga cheia e voltar vazia”, comentou Tereza Cristina. Ela também frisou a necessidade de conhecer bem a estrutura dos portos chilenos e manifestou preocupação com o transporte de soja, um dos principais produtos sul-mato-grossenses. “Daqui até Cochabamba, La Paz, tudo bem, mas na região dos Andes”, disse, fazendo menção à possibilidade de às alturas serem um obstáculo para o transporte do grão em natura.

A secretária também vê com cautela a escoação da soja dos caminhos para os navios. “Será que os portos chilenos têm estrutura?”, indagou. Por outro lado, Tereza Cristina não vê dificuldades no transporte de carne. “O produto fica em containers e vem embalado”, destacou.

Roteiro - A expedição percorrerá cerca de 2,7 mil quilômetros, passando por Corumbá (MS), Santa Cruz, Cochabamba e La Paz, na Bolívia, até alcançar os portos chilenos de Arica e Iquique.

Durante o trajeto, haverá reuniões com autoridades locais para firmar parcerias que viabilizem a passagem dos caminhões que saem do Brasil. Em Santa Cruz de La Sierra, os empresários visitam a Expocruz, maior feira agropecuária da Bolívia e uma das maiores da América do Sul.

No caminho de volta, está agendada uma reunião com o presidente do Paraguai, Horácio Cartes. “O Governo do Estado pode ajudar na costura de acordos bilaterais para reduzir a burocracia nas aduanas entre os países”, finalizou a titular da Seprotur.



Não seria mais econômico e produtivo 5 caminhonetes, com 15 técnicos em transporte e logística para analisar em primeiro lugar se é possível fazer essa rota com os caminhões devido as condições das estradas e, sendo positivo, ir estreitar as relações com os países envolvidos?
Outra equipe ir direto ver se os portos tem condições?
Precisam ser 30 caminhonetes e 90 pessoas??
 
Cleuci Ronzella em 27/09/2013 07:43:55
O grande problema para se chegar ao Chile é a Bolivia do evo morales. A fronteira vive fechada por conta da instabilidade politica. Melhor os portos congestionados do Brasil.
 
daniel ferrari em 26/09/2013 19:54:37
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