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Economia

Estado deixa de arrecadar R$ 156,6 milhões de ICMS para barrar aumento do diesel

Mato Grosso do Sul liderou o congelamento da pauta fiscal, iniciativa que foi seguida por outros 8 estados

Por José Roberto dos Santos | 06/01/2022 09:45
Caminhões parados aguardam para abastecer com óleo diesel na Capital; congelamento fiscal amorteceu reajuste de preços nas bombas. (Foto: Divulgação)
Caminhões parados aguardam para abastecer com óleo diesel na Capital; congelamento fiscal amorteceu reajuste de preços nas bombas. (Foto: Divulgação)

Em nove meses, Mato Grosso do Sul abriu mão de uma receita de R$ 156.613.848,00 de ICMS para impedir aumento no preço do óleo diesel. Esse montante de renúncia fiscal corresponde apenas ao congelamento da base de cálculo do imposto entre abril e dezembro de 2021. Os números foram repassados hoje pela Secretaria da Fazenda, através da assessoria de comunicação do governo de MS.

Antes dessa medida, o governador Reinaldo Azambuja já havia reduzido a carga tributária, diminuindo de 17% para 12% a alíquota do ICMS. Mato Grosso do Sul liderou o congelamento da pauta fiscal, iniciativa que foi seguida por outros oito estados e acabou sendo uniformizada em âmbito nacional, por meio de convênio do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

De acordo com a Sefaz (Secretaria de Fazenda do Estado), a Petrobras reajusta o diesel com base na variação cambial, mas os preços ainda são alterados na composição do combustível, que têm 10% de biodiesel. O mesmo acontece com a gasolina, que tem adição de 20% de etanol anidro.

Segundo a nota distribuída pela assessoria de comunicação governamental, embora a alíquota da gasolina tenha sido reajustada, o governo do Estado reduziu de 25% para 20% a alíquota do etanol hidratado, equalizando a base de cálculo. A pauta fiscal da gasolina também foi congelada em março de 2021.

O que é pauta fiscal – A base de cálculo do ICMS do combustível é o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), que é apurado com base em todas as Notas Fiscais de Consumidor Eletrônico emitidas pelos postos de combustíveis do Estado, num determinado período. É o que a área tributária denomina de “pauta fiscal”, que vinha subindo em consequência dos reajustes da Petrobras nas refinarias. Com base na média, que é apurada quinzenalmente, aplica-se a alíquota do ICMS.

O congelamento em Mato Grosso do Sul incidiu sobre a menor média, apurada na última quinzena de março de 2021 e, assim, houve o amortecimento do impacto dos aumentos, refletindo diretamente na composição do preço final dos combustíveis pago pelo consumidor.

Além de congelar a pauta dos combustíveis no Estado, o governo determinou que o Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) monitore os preços praticados nos postos de combustíveis. O livre mercado deve reger os preços, mas abusos precisam ser coibidos.

Para o governo do Estado, a estabilização nos preços é importante para frear a inflação. Os reajustes nos preços da gasolina, do diesel e do álcool pressionam os custos dos fretes, alimentos, energia, água, tarifas de transportes e setor de serviços.

Preços atuais – De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio do óleo diesel em Campo Grande é de R$ 5,219 o litro. O preço mínimo é R$ 4,970 e o valor máximo R$ 5,615. Em Três Lagoas, no extremo leste do Estado, os preços oscilam entre R$ 5,299 (mínimo) e R$ 5,699 (máximo). Já os preços da gasolina variam de R$ 6,250 (mínimo) a R$ 6,641 (máximo) em Campo Grande, e oscilam entre mínimo de R$ 6,639 e máximo de R$ 6,949 em Três Lagoas.

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