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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

24/09/2008 11:11

Estado ganha em celulares, mas perde em serviços básicos

Redação

A Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira mostra que a expectativa de vida ao nascer do sul-mato-grossense em 1997 era de 70,8 anos, em 2007 este número pulou 3 pontos percentuais, chegando a 73,8 anos. A média é maior que a nacional, de 72,7 anos.

A pesquisa aponta ainda um crescimento da população idosa do país. Este fenômeno é explicado pelo aumento da esperança de vida, combinado com a queda do nível de fecundidade.

Outro lado apontado pelo IBGE é a disparidade entre acesso a serviços particulares e públicos em Mato Grosso do Sul.

Enquanto o Estado é o 4º no País em número de famílias com pelo menos um telefone celular em casa (83,3%), continua com um dos piores indicativos sobre saneamento básico.

Apenas 22% da população têm acesso a serviços de tratamento de água e esgoto. Em estados mais desenvolvidos, como São Paulo, a taxa sobe para 89%

Somente 23,3% têm rede coletora de esgoto, por exemplo. Nesse quesito, o Estado tem o 7º pior desempenho, ganha apenas de Mato Grosso (79,4% sem a rede coletora) e de cinco estados da região Norte.

Outros 8,2% ainda não têm abastecimento de água, informa o IBGE.

Já serviços como iluminação, 99,7% dos moradores já são atendidos em Mato Grosso do Sul, índice repetido em todas as regiões, com estados atingindo oficialmente os 100%.

Sobre bens duráveis, no Estado, 83,3% têm telefone fixo, 96,7% da população conta com geladeira e 96,7 com televisor.

On line - O computador já está na casa de 25,6% dos sul-mato-grossenses, e a internet é acessada por 17,9%.

Separações - Que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de divórcios, proporcional ao número de casamentos, já não é novidade. Mas a pesquisa de Indicadores Sociais, divulgada revela que dessas separações, 81,8% são consensuais, ou seja, acordadas entre os noivos. O índice estadual ficou 5,8% acima do índice nacional, que foi de 76%.

A maioria das separações ocorre quando o casal ainda não tem filhos. Representam 37% de todas os divórcios. Em segundo lugar, com 29%, aparecem as separações quando os filhos do casal já estão em idade adulta.

Para a psicóloga Alessandra Moraes Canteiro, esses altos índices de separação em fases extremas do casamento (quando o casal inda não tem filhos, ou então, quando os filhos já estão e maior idade), revela que os filhos ainda são levados em consideração na hora de desmanchar uma família.

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