FGTS distribuirá R$ 13 bilhões; veja quanto será depositado por saldo
Valor será calculado sobre o saldo existente nas contas em dezembro de 2025
A Caixa Econômica Federal deve creditar R$ 13,042 bilhões nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de 138,2 milhões de trabalhadores. O valor corresponde a 89% do resultado positivo obtido pelo fundo em 2025 e foi aprovado nesta terça-feira (28) pelo Conselho Curador.
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A Caixa Econômica Federal creditará R$ 13,042 bilhões nas contas do FGTS de 138,2 milhões de trabalhadores, valor aprovado pelo Conselho Curador nesta terça-feira (28). O montante equivale a 89% do resultado positivo do fundo em 2025 e será depositado até 31 de agosto. O crédito corresponde a cerca de 1,87% do saldo registrado em 31 de dezembro de 2025, elevando a rentabilidade total a 6,90%, acima do IPCA de 4,26%.
Terão direito ao pagamento os trabalhadores que mantinham saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Como uma mesma pessoa pode ter contas vinculadas a diferentes contratos de trabalho, o cálculo considera o valor somado existente em todas elas naquela data.
Os depósitos devem ser realizados até 31 de agosto, prazo estabelecido pela legislação. O dinheiro será incorporado ao saldo do FGTS e poderá ser consultado pelo aplicativo do fundo ou nas agências da Caixa.
Quanto será depositado
O crédito adicional corresponderá a aproximadamente 1,87% do saldo registrado no fim de 2025. Para estimar o valor, o trabalhador deve multiplicar o total existente nas contas por 0,01868341.
Quem tinha R$ 1 mil, por exemplo, receberá cerca de R$ 18,68. Um saldo de R$ 5 mil resultará em crédito de aproximadamente R$ 93,42. Para quem mantinha R$ 10 mil, o pagamento será de R$ 186,83.
Veja algumas simulações:
Com a distribuição, a rentabilidade total das contas deverá chegar a 6,90%, acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025, que ficou em 4,26%.
O rendimento regular do fundo é formado por juros de 3% ao ano, acrescidos da TR (Taxa Referencial). A parcela do lucro aprovada pelo conselho é adicionada a essa remuneração.
A distribuição também atende ao entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), firmado durante o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5.090, segundo o qual a remuneração das contas não pode ficar abaixo da inflação oficial.
Dinheiro não fica disponível para saque imediato
Embora aumente o patrimônio do trabalhador, o crédito referente ao resultado do FGTS não poderá ser retirado livremente logo após o depósito.
O valor ficará nas contas vinculadas e seguirá as mesmas regras aplicadas ao restante do fundo. O saque é permitido em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves e amortização de financiamento habitacional.
No extrato, o pagamento deverá aparecer identificado como crédito de distribuição de resultado referente ao ano-base de 2025.
Como consultar
A consulta poderá ser feita pelo aplicativo FGTS. Depois de entrar com CPF e senha, o trabalhador deve acessar a relação de contas vinculadas aos antigos e ao atual emprego e abrir os respectivos extratos.
Para conferir antecipadamente quanto poderá receber, é necessário localizar o saldo existente em cada conta em 31 de dezembro de 2025, somar os valores e aplicar o índice de aproximadamente 1,87%.
O FGTS foi criado para formar uma reserva financeira destinada principalmente à proteção de trabalhadores demitidos sem justa causa. Em regra, os empregadores depositam mensalmente o equivalente a 8% da remuneração do funcionário em uma conta vinculada ao contrato de trabalho.
A distribuição de parte dos resultados positivos ocorre desde 2017. A legislação determina que o Conselho Curador defina o montante a ser creditado nas contas dos trabalhadores.



