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Campo Grande, Domingo, 22 de Outubro de 2017

28/03/2015 19:02

Fiems desconfia de dados do PIB e acredita que economia está em recessão

Priscilla Peres

A Fiems (Federação da Indústria de MS) desconfia que os dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não retratam a realidade da economia brasileira. Segundo o Instituto, o país teve crescimento de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2014.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirma em nota, que o “número é duvidoso” e que ele acredita “que a indústria e a economia do país estão em recessão”. Para ele, o governo federal precisa cortas gastos para que a economia volte a crescer.

“É preocupante, pois, mesmo sendo 0,1%, para não dizer que estamos em recessão, é um número que demonstra a nossa preocupação com as políticas que o Governo Federal tem implantado”, analisou.

Segundo Sérgio Longen, o setor industrial está há pelo menos um ano batendo na tecla de que os cortes nas despesas do Governo Federal precisam ser implantados. “Os gastos públicos não estão contidos, os custos subiram mais uma vez e, com esses aumentos que estão sendo colocados, o setor vai ficar menos competitivo”, pontuou.

Na avaliação do Radar Industrial da Fiems, o quadro tende a piorar, 2015 pelo que se viu até agora será marcado por aumento de impostos, encarecimento dos custos produtivos, inflação alta, corte nos investimentos e aumento do desemprego. O país precisa criar uma agenda de crescimento e que tem que partir de uma forte sinalização do próprio Governo Federal, adotando ações que tornem o estado mais eficiente, menos burocrático e, sobretudo, diminuindo o peso de seu custeio.

Com o crescimento econômico de 0,1% em 2014, o Brasil ficou na 31ª posição em um ranking do PIB de 34 países. Segundo a lista elaborada pela Austin Rating, o PIB do País no ano passado só não foi pior do que o do Japão (0%), da Finlândia (-0,1%) e da Itália (-0,4%), sendo que a China se manteve na liderança o ranking, com um crescimento de 7,4%, seguida por Índia (7,2%) e Malásia (6%).

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