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Economia

Frigorífico de Campo Grande entra em plano de R$ 65 milhões para biometano

Unidade da BR-060 produzirá combustível renovável a partir de resíduos industriais

Por Kamila Alcântara | 01/07/2026 09:05
Frigorífico de Campo Grande entra em plano de R$ 65 milhões para biometano
Biodigestor de grande escala em uma planta frigorífica da Friboi (Foto: Divulgação)

A unidade Campo Grande II da Friboi, instalada na BR-060, na saída para Sidrolândia, entrou no plano de investimento de R$ 65 milhões da Âmbar Energia para ampliar a produção de biometano em frigoríficos da JBS. O projeto também inclui plantas em Lins (SP) e Andradina (SP), no interior de São Paulo.

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A Âmbar Energia investirá R$ 65 milhões para ampliar a produção de biometano em três unidades da Friboi, incluindo a Campo Grande II, na BR-060. O projeto prevê expandir a produção de 8 mil para 40 mil metros cúbicos por dia até 2028. O biometano, produzido a partir de resíduos industriais, será usado em processos fabris e na frota de caminhões da JBS, substituindo diesel e gás natural.

O dinheiro será usado para aumentar a produção de combustível renovável feito a partir de resíduos das operações industriais. Segundo a JBS, a expansão deve adicionar mais de 14 milhões de metros cúbicos de biometano por ano à matriz energética da companhia.

Apesar de Campo Grande estar na lista das unidades contempladas, a empresa não informou quanto dos R$ 65 milhões será aplicado especificamente na planta da Capital. O investimento foi anunciado de forma conjunta para as três unidades da Friboi.

O biometano é produzido a partir do biogás gerado no tratamento de efluentes. Resíduos da atividade frigorífica passam por biodigestores, que capturam o metano, gás que poderia ir para a atmosfera. Depois, esse gás é tratado e transformado em combustível.

A meta da companhia é ampliar o uso do biometano em processos industriais e também na logística, inclusive na frota de caminhões da JBS. O combustível pode substituir parte do diesel e do gás natural usados hoje pela empresa.

Cronograma prevê que a produção atual, de 8 mil metros cúbicos por dia, chegue a 20 mil metros cúbicos por dia até fevereiro de 2027. A previsão é atingir 40 mil metros cúbicos por dia em julho de 2028.

Os recursos devem bancar compra de equipamentos, obras de integração industrial, sistemas de purificação, compressão, armazenamento e estrutura para produção e distribuição do biometano.

Projeto começou em 2021, quando a Friboi instalou biodigestores para tratamento de efluentes em nove plantas frigoríficas. Desde então, a estratégia da empresa tem sido aproveitar o metano gerado na própria operação para produzir energia e reduzir o uso de combustíveis fósseis.

Desde 2023, quatro unidades da Friboi, em Ituiutaba (MG), Mozarlândia (GO), Barra do Garças (MT) e Andradina (SP), já usam energia elétrica gerada a partir do metano captado nos biodigestores. Segundo a JBS, essa frente evitou a emissão de mais de 263 mil toneladas de CO₂ equivalente desde aquele ano.

Em resposta à Forbes, o gerente executivo de sustentabilidade e biogás da Âmbar, Marcelo Dresch, afirmou que a solução com a JBS “vai além de um projeto pontual” e representa “uma plataforma de descarbonização com potencial de crescimento dentro do próprio grupo e para o mercado”.

A JBS também informou que avalia novas oportunidades de produção de biometano em outras operações do grupo J&F, mas que os estudos ainda estão em fase técnica e não há outros projetos confirmados.

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