Frigorífico é denunciado por atraso no 13º e descumprimento de acordo coletivo
Sindicato da categoria foi ao Ministério do Trabalho e exigiu fiscalização urgente
Frigorífico localizado na Chácara das Mansões, na Capital, deixou 150 funcionários sem pagamento, segundo denúncia do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande. A entidade oficializou denúncia contra o Frigorífico G N Sena e cobrou fiscalização imediata ao junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.
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Frigorífico G N Sena, localizado em Campo Grande, é denunciado ao Ministério do Trabalho por não pagar a primeira parcela do 13º salário a 150 funcionários. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados aponta também descumprimento de acordo coletivo. Além do atraso salarial, a empresa deixou de fornecer benefícios essenciais como cesta básica e cartão alimentação. O presidente do sindicato, Vilson Gimenes Gregório, classificou a situação como grave e solicita ação imediata das autoridades.
O sindicato denuncia que cerca de 150 trabalhadores da empresa não receberam a primeira parcela do 13º salário, apesar de compromisso firmado em Acordo Coletivo de Trabalho, como o fornecimento de cesta básica e cartão alimentação, "benefícios essenciais para a subsistência dos funcionários e suas famílias", avalia o Sindicato.
Vilson Gimenes Gregório, presidente do STICCG, classificou a situação como grave e reforçou a necessidade de ação rápida por parte dos órgãos responsáveis. "Estamos falando de direitos básicos, garantidos por lei e por acordos firmados. O sindicato não aceitará que os trabalhadores sejam prejudicados dessa forma, especialmente em um momento de crise econômica", afirmou.
Após esgotar as tentativas de diálogo direto com a empresa, o STICCG recorreu às autoridades para garantir o cumprimento das obrigações trabalhistas. A entidade também orienta os trabalhadores prejudicados a procurarem o sindicato para apoio jurídico.
O Campo Grande News solicitou posição do frigorífico que, através do advogado Lucas M. Oliveira, se posicionou negando qualquer descumprimento do acordo coletivo e afirmando que todos os compromissos, incluindo pagamento de salários e benefícios, estão em dia. Ele ressalta que os benefícios têm critérios básicos, como assiduidade e cumprimento das regras internas e sanitárias, e que apenas os colaboradores que atendem a esses requisitos recebem as compensações previstas. Segundo Lucas, mesmo diante da crise que reduziu a produção, a empresa mantém café da manhã e almoço para todos os funcionários e reitera que cumpre integralmente o que foi acordado.


