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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/07/2012 14:21

Frio fez preço das hortaliças disparar até 70% na Capital

Paula Vitorino
Preço do tomate dobrou por conta do frio. (Foto: Rodrigo Pazinato)Preço do tomate dobrou por conta do frio. (Foto: Rodrigo Pazinato)

O consumidor que fez a feira na última semana sentiu a diferença no bolso. O frio de mais de uma semana fez com que o preço das hortaliças subisse em até 70% em alguns supermercados em Campo Grande.

“Subiu tudo. E no final da feira a gente senti o peso no bolso”, diz a dona de casa Célia Hoffmann, de 66 anos.

De acordo com o diretor da Coopgrande (Cooperativa Agrícola de Campo Grande), Pedro Neri, os legumes que registram maior aumento foram a abobrinha e a vagem. “O frio fez as flores desses vegetais queimarem e ficar mais difícil a produção deles”, esclareceu.

Outro produto que disparou no preço e que é um dos preferidos na mesa do brasileiro é o tomate. De acordo com comerciantes do Mercadão Municipal, a verdura subiu cerca de 50%.

O comerciante Marcelo Kinoshita diz que essa é a maior alta no produto que ele já viu. “Geralmente sobe o período de inverno, mas nunca vi esse preço”, diz.

A caixa do tomate, que geralmente é comprada por R$ 30, chegou a ser comercializada por R$ 90. "Agora está na média do R$ 50", diz.

Para o consumidor final, o preço dobrou. “Subiu muito. É um absurdo o quilo custar R$ 5”, reclama a dona de casa Maria Aparecida Paiva, de 48 anos. O preço médio do quilo do tomate era de R$ 2,50.

O comerciante diz que alguns reajustes não foram passados para o consumidor, mas a abobrinha e o quiabo tiveram alta de R$ 1.

O proprietário de outra barraca de hortaliças, Ronaldo Maja, diz que o aumento nesse período já é esperado, mas que logo que o calor voltar o preço deve retroceder.

Já o coordenador da divisão de mercados e estatística da Ceasa, Cristiano Chaves, frisa que apesar do frio causar impacto em alguns legumes, as folhas são beneficiadas pelas temperaturas mais baixas.

“No frio os preços de alface, rúcula, acelga caem porque a perda na produção fica menor o frio age como conservante”, detalha.

Cristiano explica que no calor as perdas na hora da colheita chegam a 30%, enquanto no frio a perda diminui para 15%.

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