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Campo Grande, Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

18/09/2018 11:16

Gastos com transportes caem e inflação tem queda de 0,01%

Também as despesas pessoas tiveram deflação; já os gastos com educação, vestuário, alimentação e habitação aumentaram, segundo o Nepes da Uniderp

Anahi Zurutuza
Movimento de carros e ônibus no centro de Campo Grande; gastos com transportes caíram em agosto (Foto: Arquivo)Movimento de carros e ônibus no centro de Campo Grande; gastos com transportes caíram em agosto (Foto: Arquivo)

A inflação caiu 0,01% neste mês de agosto, conforme levantou o Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Uniderp. Ainda segundo a pesquisa, o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande) foi bem menor que a taxa registrada em julho – 0,33% - e é a mais baixa dos meses de agosto desde 2005, quando houve deflação de 0,37%.

A queda nas despesas com transportes (-1,89%) e despesas pessoais (-0,70%) são os grupos que mais contribuíram para a diminuição do índice. Aumentaram os gastos com educação (1,31%), vestuário (0,87%), alimentação (0,59%) e habitação (0,16%).

Considerando os sete primeiros meses do ano em Campo Grande, a inflação foi de 2,43%.
De acordo com o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, a inflação foi menor do que o esperado. "A inflação baixa deve permanecer nos próximos meses, a não ser que alguns fatores adversos com a economia influenciem", esclareceu via assessoria de imprensa.

O coordenador explica ainda que o alto índice de desemprego no país – o número de pessoas sem trabalho chega a 13 milhões –, os altos juros praticados na economia e o endividamento da população pode fazer a inflação aumentar. "Não se pode ignorar que as eleições de outubro podem influenciar negativamente o controle da inflação, pois, toda incerteza política causa aumento do dólar", acrescentou Celso.

Considerando os sete primeiros meses do ano em Campo Grande, a inflação é de 2,43%. Nesse período destacam-se os grupos Habitação (4,98%). Despesas Pessoais (3,15%), e Vestuário (2,50%), com altos indicadores. O grupo Transportes (-3,80%) se evidencia pela deflação.

Alimentos - O índice de preços do grupo alimentação aumentou 0,59%. As maiores elevações de preços ocorreram com o abacaxi (25,89%), a goiaba (23,85%) e a cenoura (18,93%), entre outros.

As maiores quedas foram registradas nos valores cobrados pela ponta de peito (-8,18%), cebola (-7,91%), farinha de milho (-7,76%), sopa desidratada (-7,69%), entre outros.

Ainda conforme o Nepes, dos 15 cortes de carnes bovina pesquisados, 11 tiveram quedas de valor. Além da ponta de peito (-8,18%), lagarto (-1,85%), picanha (-6,24%), fígado (-3,92%), paleta (-1,55%), cupim (-1,16%), filé mignon (-1,09%), alcatra (-0,91%), acém (-0,58%), músculo (-0,43%) e vísceras de boi (-0,17%).

Quanto aos cortes de carne suína, tiveram aumentos de preços o pernil (3,75%) e costeleta (3,03%) e queda foi registrada com bisteca (-3,58%). O frango resfriado subiu 0,97% e os miúdos permaneceram com preço estável.

Os vilões – O Nepes separou dez itens como as maiores subidas de preços em agosto. Confira quais foram os vilões da inflação:

Sabão em pó, com inflação de 5,83%
Papelaria, com inflação de 1,94%
Blusa, com inflação de 6,64%
Esponja de aço, com variação de 8,58%
Contrafilé, com acréscimo de 6,77%
Arroz, com variação de 2,95%
Lingerie, com acréscimo de 7,92%
Calça comprida masculina, com reajuste de 2,95%
Laranja pera, com elevação de 9,91%
Leite pasteurizado, com acréscimo de 1,37%



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