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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

04/07/2019 08:50

Índice de Preços ao Produtor sobe 1,43% em maio

Agência IBGE

Em maio de 2019, os preços da indústria variaram 1,43% em relação a abril, acima do observado entre abril e março de 2019 (1,22%). Em relação a abril de 2019, 18 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços. Em maio de 2018, o resultado havia sido 2,55%. O acumulado no ano chegou a 3,99% e nos 12 meses, a 7,36%.O material de apoio da divulgação do Índice de Preços ao Produtor está à direita.

Índice de Preços ao Produtor sobe 1,43% em maio

As quatro maiores variações em maio de 2019 foram nas seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (6,50%), refino de petróleo e produtos de álcool (3,28%), farmacêutica (2,89%) e impressão (2,27%). Já as maiores influências entre maio e abril de 2019 foram alimentos (0,39 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,35 p.p.), indústrias extrativas (0,30 p.p.) e outros produtos químicos (0,10 p.p.).

Índice de Preços ao Produtor sobe 1,43% em maio

Em maio de 2019, o acumulado no ano atingiu 3,99%. As atividades que acumularam as maiores variações foram: indústrias extrativas (22,75%), refino de petróleo e produtos de álcool (19,90%), farmacêutica (6,49%) e móveis (5,73%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (1,85 p.p.), indústrias extrativas (0,95 p.p.), alimentos (0,47 p.p.) e outros produtos químicos (-0,27 p.p.).

Em relação a maio de 2018, a variação de preços foi de 7,36%, contra 8,55% em abril de 2019. As quatro maiores variações foram em indústrias extrativas (36,10%), refino de petróleo e produtos de álcool (13,51%), máquinas e equipamentos (10,59%) e outros equipamentos de transporte (9,99%).

Índice de Preços ao Produtor sobe 1,43% em maio

Entre as Grandes Categorias Econômicas, a alta de 1,43% em maio repercutiu da seguinte maneira: 1,27% em bens de capital; 1,81% em bens intermediários; e 0,92% em bens de consumo, sendo que 0,14% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,08% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Já a influência das Grandes Categorias no resultado da indústria foi: 0,09 p.p. de bens de capital, 0,98 p.p. de bens intermediários e 0,35 p.p. de bens de consumo.

No acumulado até maio, houve alta de 3,86% em bens de capital (0,29 p.p.), 3,79% em bens intermediários (2,07 p.p.) e 4,30% de bens de consumo (1,63 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,18 p.p. pelos bens de consumo duráveis e 1,45 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Já em relação a maio de 2018, as variações foram: bens de capital, 10,02%; bens intermediários, 7,47% e bens de consumo, 6,41%.

A seguir os principais destaques:

Indústrias extrativas: em maio, os preços variaram 6,50%, em relação a abril. A variação acumulada do ano ficou em 22,75% e, na comparação com maio de 2018, houve alta de 36,10% nos preços do setor. As Indústrias Extrativas se destacaram na indústria geral, apresentando as maiores variações de preços nos três indicadores analisados.

Na influência, a variação em relação a abril e acumulado no ano representaram 0,30 p.p. em 1,43%, e 0,95 p.p. em 3,99%, sobre os indicadores da indústria geral respectivamente.

Alimentos: em maio, os preços do setor variaram 1,75% em relação a abril, a maior desde dezembro de 2018 (2,03%). Com este resultado, o acumulado no ano saltou de 0,33% (até abril) para 2,09%. A título de comparação, em maio de 2018, o acumulado estava em 5,39%. Por fim, na comparação contra maio de 2018, a variação foi de 4,86%, o menor resultado desde maio de 2018 (2,12%).

Quatro produtos de carne tiveram as variações de preços mais intensas, com apenas uma negativa (“peles e couros de bovinos e equídeos, frescos, salgados ou secos”). No entanto, na perspectiva da influência, aparece apenas um dos produtos também destacados em termos de variação, “carnes de bovinos congeladas”. Os demais produtos são: “resíduos da extração de soja”, “carnes e miudezas de aves congeladas” e “açúcar VHP (very high polarization)”, todos com variação de preços positivas. A influência dos quatro produtos é 1,03 p.p., em 1,75%.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido a principal influência na comparação maio/abril (0,39 p.p. em 1,43%) e a terceira no acumulado (0,47 p.p. em 3,99%).

Refino de petróleo e produtos de álcool: em relação a abril, os preços do setor variaram 3,28%. O acumulado no ano chegou a 19,90% (em maio de 2018, neste mesmo mês, o acumulado era de 12,69%). Na comparação com maio 2018, a variação foi de 13,51%.

O setor mostrou a segunda maior variação nas três comparações feitas. Sua influência foi a segunda maior na variação em relação a abril (0,35 p.p., em 1,43%) e a primeira no acumulado (1,05 p.p. em 3,99%).

Em termos de produtos destacados na comparação maio contra abril, os dois de maior peso no cálculo setorial apareceram tanto em termos de variação quanto de influência, “gasolina, exceto para aviação” e “óleo diesel”, ambos com variações positivas de preços. A influência conjunta dos quatro produtos (veja o quadro a seguir) foi de 3,07 p.p., em 3,28%, ou seja, os seis demais produtos tiveram 0,21 p.p. de influência no resultado.

Outros produtos químicos: em relação a abril, a variação de preços do setor foi de 1,27%, a terceira positiva consecutiva no ano. Apesar dos resultados positivos, o setor acumula até maio queda de -3,10%. Na comparação com maio de 2018, os preços subiram 5,13%.

Em relação a abril, tanto em termos de variação quanto de influência, sobressaem produtos derivados da nafta (“propeno (propileno) não saturado”, “poliestireno (cristal ou de alto impacto)” e os dois polietilenos), produto cujos preços têm crescido ao longo do ano. A influência dos quatro produtos destacados foi de 0,39 p.p., em 1,27%, portanto, é de 0,88 p.p. a influência dos outros 35 produtos. A única influência negativa entre os quatro produtos é a de "herbicidas para uso na agricultura".

O setor foi o quarto mais influente tanto em relação a abril (0,10 p.p. em 1,43%) quanto no acumulado (-0,27 p.p. em 3,99%).

Farmacêutica: apresentou a terceira maior variação de preços na indústria geral, na comparação com abril (2,89%) e no acumulado do ano (6,49%). Desde março deste ano, os preços vêm aumentando e o índice deste mês foi o maior desde maio/2016 (2,99%). Nos últimos 12 meses, a variação média de preços foi 8,23%, a segunda maior da série histórica, atrás apenas do índice de abril de 2011 (9,09%). A alta de preços nesta época do ano reflete a autorização anual de reajuste de preços de medicamentos pelo governo.

Os quatro produtos com maior influência em relação a abril contribuíram com 2,48 p.p. na variação de 2,89%, e os demais quatro produtos, com -0,41 p.p.

Veículos automotores: em maio, o setor variou 0,30% em relação a abril, seguindo a tendência de alta observada também nos cinco meses anteriores. Nos últimos 34 meses, entre agosto de 2016 e maio de 2019, o setor apresentou resultado positivo 32 vezes, com uma variação acumulada de 16,95%. Já as variações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses alcançaram, respectivamente, 2,27% e 5,77%.

A atividade de veículos automotores se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador geral, com uma contribuição de 8,39%.

No acumulado no ano, os impactos dos quatro produtos mais influentes foram positivos: “automóveis para passageiros, gasolina ou bicombustível, de qualquer cilindrada”, “caminhão-trator, para reboques e semirreboques”, “componentes elétricos de ignição” e “veículos para o transporte de mercadorias a gasolina e/ou álcool, de capacidade não superior a 5 t”.

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