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Economia

Lojistas reclamam de reajuste na energia elétrica válido a partir de hoje em MS

Cobrança de novo valor foi adiada em dois meses pela Aneel devido a pandemia, mas passou a valer hoje

Por Tainá Jara | 01/07/2020 16:03
Muitos estabelecimentos fecharam as portas durante a pandemia (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)
Muitos estabelecimentos fecharam as portas durante a pandemia (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)

Lojistas de Campo Grande emitiram nota, nesta quarta-feira, se posicionando contra o reajuste da energia elétrica, em Mato Grosso do Sul. O novo valor cobrando deveria entrar em vigor há dois meses, mas a entrada em vigor foi adiada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em virtude da pandemia. A elevação de 6,9% passa a valer a partir de hoje.

Em nota, a FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul) e a CDL CG (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) afirmam que mais uma vez o varejo é penalizado pelo anunciou feito pela concessionária Energisa.

“[…] Não bastasse a grave crise causada pela covid-19, a falta de apoio governamental, ainda temos que arcar com altos custos de serviços que chegam com qualidade inferior”, se queixaram.

As entidades ainda afirmaram que o Estado “não pode continuar a mercê dessa política absurda e retrógrada, que privilegia uma concessionária de serviços públicos, causando impacto negativo na economia como um todo, castigando o setor produtivo”.

Conforme divulgado pela Aneel, no início de maio, o adiamento do reajuste atendeu pedido da própria concessionária. Os valores que deixarem de ser arrecadados nesse período serão cobrados de forma parcelada a partir de 2021.

Com o reajuste em unidades de baixa tensão como residências, a elevação será de 6,89% e em alta e média tensão, como indústrias a elevação chega a 6,93%. O reajuste tarifário é um processo regulado pela Aneel, previsto no contrato de concessão da empresa.

Cálculo - Entre as regras estabelecidas nos contratos estão a metodologia de cálculo, o valor da tarifa que poderá ser reajustado anualmente , entre outras especificidades. A tarifa final do consumidor da Energisa Mato Grosso do Sul contém 36% de encargos e impostos.

A parte que cabe à distribuidora de energia representa 27% da composição da tarifa. No Estado a concessionária atende mais de 1 milhão de consumidores em 74 municípios.