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Economia

Material reutilizado e lista curta fazem pais economizarem na pandemia

Aulas remotas reduziram uso de itens escolares e no presencial proteção é garantida pelas escolas

Por Tainá Jara | 23/01/2021 10:56
Movimentos nas papelarias diminuiu durante a pandemia (Foto: Henrique Kawaminami)
Movimentos nas papelarias diminuiu durante a pandemia (Foto: Henrique Kawaminami)

O movimento nas papelarias é, pelo menos, a metade do que deveria ser nesta época do ano, na região central de Campo Grande. Evitar tumulto é regra da pandemia, mas também as compras não estão exigindo tanto tempo disponível, já que a lista de material escolar reduziu em ano letivo de rodízio e parte das aulas realizadas de forma remota.

Mãe de uma menina de 12 anos, a assistente financeira, Lidiane Penha, 45 anos, calcula economia de pelo menos 30% em relação ao ano passado. “A lista diminuiu bastante pelo que estou vendo”, explicou.

Materiais de uso coletivo, por exemplo, como cartolinas para decoração de celebrações como Festas Juninas, não apareceram entre os itens sugeridos pelas escolas neste ano.

Lidiane Penha e a filha Izabela de 12 anos (Foto: Henrique Kawaminami)
Lidiane Penha e a filha Izabela de 12 anos (Foto: Henrique Kawaminami)

Para quem ainda não vai mandar as filhas de 9 e 14 anos para as aulas presenciais, mesmo que parcialmente, a opção foi reaproveitar o que sobrou do ano passado, quando o ano letivo presencial encerrou poucos meses depois de começar.

“Comprei apenas o básico: caderno, lápis, caneta e apostila. Os livros, no entanto, continuam caros”, queixou-se a gestora em saúde, Elaine Cristina de Souza Rocha, 45 anos.

Apesar das prateleiras das papelarias agora dividirem espaço também com máscaras, os itens para garantir a biossegurança dos alunos não apareceram nas listas de materiais. “A escola garantiu tudo”, afirmou a bancária Darlene de Souza, 38 anos.

Ela também lembrou que a escola onde a filha de 6 anos está matriculada ofereceu desconto na mensalidade deste o início da pandemia e vai começar o ano letivo em sistema híbrido, parte das aulas remota e parte presencial, com salas de aula dispostas com o distanciamento adequado. “Eu não tenho com quem deixar. Vai ter que ir para a escola”, ressaltou.

Darlene de Souza compra materiais com a filha de 6 anos (Foto: Henrique Kawaminami)
Darlene de Souza compra materiais com a filha de 6 anos (Foto: Henrique Kawaminami)

Quando os filhos estão no ensino médio, a economia é ainda maior. É o que relata a bióloga Alice Coimbra, 45 anos. “Só caderno, caneta, lápis e borracha”, afirmou. Com os adolescentes matriculados no Colégio Militar, itens como álcool gel e máscara ficam a cargo da escola.

Reabertas – Na Capital, 108 instituições assinaram e protocolaram termo de responsabilidade junto à Vigilância Sanitária para receberam alunos de forma presencial. Conforme definido em reunião com o MPE (Ministério Público Estadual), no último dia 15, as escolas particulares estão autorizadas a recomeçar o ano letivo como estavam ao fim do ano passado: restritas à capacidade de 30%.

 Cada escola tem o seu calendário de início do ano letivo e define se vai manter o modelo de aulas virtuais, ou ainda fazer revezamento para cumprir o limite de alunos em sala de aula previsto por decretos baixados em 2020, como forma de prevenção ao novo coronavírus.

As escolas da rede pública de ensino vão manter as aulas de forma remota.


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