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Economia

Mercado das moedas digitais cresce em todo o país

Por Daniel Antunes | 22/09/2020 14:23
Foto: Pexels
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Reflexo da evolução da tecnologia, todos os setores sentiram a necessidade de se reinventar e converteram-se ao digital. Assim, se o conceito dos próprios bancos foi alterado, da mesma forma foi o do dinheiro, com a criação das moedas digitais já popularizadas em todo o Brasil.

Esta iniciativa entrou no país em 2014 com o nome de criptomoedas. Este tipo de moeda está presente somente no universo virtual e pode ser utilizada para transações em diversas plataformas digitais. Além disso, apesar de não serem moedas físicas, são vistas como dados e quem as possui sabe que foram criadas legitimamente através de um minerador.

Pelas suas características distintas, as moedas digitais são objeto de estudo e reflexão sobre os seus benefícios. Elas vem se destacando pela grande valorização monetária, utilização em várias partes do globo, acesso e controle facilitado à informação e, principalmente, pela segurança da blockchain, a tecnologia que garante a autenticidade das transações.

No Brasil, o avanço das moedas digitais é significativo, sendo considerado o segundo país do mundo com mais investidores em criptomoedas, de acordo com dados da empresa Statista: 18% dos mil respondentes desta pesquisa afirmam que já possuíram moeda digital. O que atrai essas pessoas é a grande valorização das criptos: de acordo com o banco JP Morgan, estas moedas chegaram a uma capitalização mundial de US$ 400 bilhões, sendo que, desse valor, US$ 142 bilhões são de Bitcoin, a moeda digital mais usada em todo o mundo. Além disso, o Bitcoin registrou uma valorização de 70% de março a setembro de 2020 e, consequentemente, foi a terceira moeda mais negociada neste ano, com R$ 14,877 bilhões movimentados no mês de julho.

O preço das moedas digitais está diretamente relacionado com a sua disponibilidade, e a maior confiança das pessoas nas criptomoedas contribui para a sua valorização. Esta confiança parte, igualmente, dos resultados que a criptomoeda gera, como é o caso dos fundos brasileiros multimercado que incluem criptomoedas, que foram apontados como os mais rentáveis do país.

Foto: Unsplash
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Muitas empresas demonstram interesse na utilização das moedas virtuais para viabilizarem diversos tipos de transação, especialmente no mundo do e-commerce. As criptomoedas na esfera empresarial são tema de debate e procura, uma vez que contribuem para a aceleração da economia.

Esta procura não parte unicamente das organizações, mas também da população que pretende utilizar estes serviços no seu quotidiano. Para isso, foram criados dez caixas eletrônicos de criptomoedas no Brasil, que vêm responder ao grande volume de negociação em Bitcoins no país e contam, além dela, com mais 29 criptomoedas e funcionalidades de venda e compra.

Além de estimular o investimento, por conta da sua grande valorização, as moedas digitais também podem ser utilizadas para fazer pagamentos. Mesmo com seu uso mais direcionado para pequenos bens, hoje em dia pode até comprar um avião com criptomoedas. Apesar dos estabelecimentos que aceitam este tipo de moedas se centrarem primordialmente nas regiões sul e sudeste do país, o estado de Mato Grosso conta também com lojas que já aderiram à criptomoeda, entre as quais a loja Fone Fácil em Alta Floresta, e a loja Wrapz, em Tangará da Serra. Além disso, também podem ser utilizadas no setor turístico em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde existem hotéis que já aceitam este tipo de pagamento.

Assim, estas moedas, desde Ethereum a Ripple, são fonte de rendimento e, pela sua transparência, geram uma confiança crescente na população brasileira. Completamente democratizadas e sem limites de transferência, as criptomoedas foram revolucionadas pela tecnologia, mas também a revolucionaram.

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