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Economia

Mercado reage a dados dos EUA e dólar comercial cai a R$ 5,22

Petrobras impulsiona Ibovespa a 188 mil pontos enquanto moeda recua

Por Gustavo Bonotto | 19/02/2026 19:34
Mercado reage a dados dos EUA e dólar comercial cai a R$ 5,22
Cédulas do dólar. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O dólar fechou esta quinta-feira (19) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,22, no Brasil, pressionado por dados da economia dos Estados Unidos e pelo aumento das tensões entre a potência norte-americana e o Irã. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 1,35% e encerrou aos 188.534 pontos, impulsionado principalmente pela valorização das ações da Petrobras.

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O dólar encerrou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,22, influenciado por dados econômicos dos EUA e tensões com o Irã. O Ibovespa avançou 1,35%, atingindo 188.534 pontos, impulsionado pela valorização das ações da Petrobras. A moeda americana acumula queda de 4,77% no ano.No cenário internacional, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 206 mil, abaixo do esperado. O IBC-Br registrou crescimento de 2,5% em 2025, indicando desaceleração em relação a 2024, quando a expansão foi de 3,7%. As tensões EUA-Irã elevaram os preços do petróleo, com o Brent subindo 2,26%.

A moeda americana acumulou baixa de 0,04% na semana, recuo de 0,39% no mês e queda de 4,77% no ano. Já o principal índice da bolsa brasileira soma alta de 1,11% na semana, avanço de 3,95% em fevereiro e valorização de 17,01% em 2026.

No exterior, investidores analisaram novos indicadores da economia norte-americana. O Departamento de Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 206 mil na última semana, abaixo da projeção de 225 mil. O dado reforça a percepção de estabilização do mercado de trabalho e influencia as apostas sobre os próximos passos do banco central estadunidense na definição dos juros.

Outro fator no radar foi a queda inesperada de 0,8% nos contratos de compra de moradias usadas nos Estados Unidos em janeiro. Corretores atribuíram o resultado ao baixo estoque de imóveis, o que também afeta as projeções econômicas.

As tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã mantiveram o mercado atento. A Casa Branca afirmou que possui “vários argumentos” para um eventual ataque, enquanto os países seguem em negociação na Suíça. O Irã declarou que responderá caso seja bombardeado e anunciou exercícios navais com forças russas.

O aumento do risco internacional elevou os preços do petróleo. O barril do índice Brent (Brent Crude) subiu 2,26%, a US$ 71,94, enquanto o barril WTI (West Texas Intermediate) avançou 2,46%, a US$ 66,65. No Brasil, o movimento favoreceu a Petrobras, cujas ações subiram 2,49% e sustentaram a alta do Ibovespa.

No cenário doméstico, o Banco Central divulgou que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), indicador considerado prévia do PIB (Produto Interno Bruto), registrou crescimento de 2,5% em 2025. Em dezembro, o índice caiu 0,2% frente a novembro, resultado melhor que a expectativa do mercado, que previa retração de 0,5%.

O indicador apontou ainda alta de 0,4% no quarto trimestre em relação ao período anterior e avanço de 3,1% na comparação anual de dezembro. Apesar do crescimento, o resultado sinaliza desaceleração da economia frente a 2024, quando a expansão foi de 3,7%.