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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/11/2017 17:23

Mulheres recebem 27% a menos que os homens em MS, mostra IBGE

Diferença salarial entre sexos é ainda maior que a existente entre brancos e negros

Osvaldo Júnior e Anahi Gurgel
Mulheres recebem 27% a menos que os homens em MS (Foto: Marcos Ermínio)Mulheres recebem 27% a menos que os homens em MS (Foto: Marcos Ermínio)

O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul é desigual em sexo e raça, mas a discrepância salarial entre homens e mulheres é ainda mais crítica que a diferença existente entre brancos e negros (pretos e pardos). Elas recebem 27,8% a menos que eles. Já o rendimento do trabalhador negro é 25,7% inferior ao do branco.

Os números são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na média geral, o rendimento mensal do trabalhador sul-mato-grossense foi de R$ 2.106 no ano passado.

O valor se difere conforme a cor e o sexo do trabalhador, entre outras variáveis. O rendimento médio mensal do trabalhador branco foi de R$ 2.468; o do negro, de R$ 1.832; o do homem, de R$ 2.297; o da mulher, R$ 1.658.

Para equipar as rendas, o negro teria de trabalhar quatro meses e dois dias a mais por ano que o branco. Já a mulher teria de trabalhar quatro meses e 18 dias a mais no ano para ter o mesmo rendimento do homem.

Elis Regina acredita que deveria receber mais pelo trabalho que faz (Foto: Marcos Ermínio)Elis Regina acredita que deveria receber mais pelo trabalho que faz (Foto: Marcos Ermínio)
Marluce tem rendimento inferior à média das mulheres do Estado (Foto: Marcos Ermínio)Marluce tem rendimento inferior à média das mulheres do Estado (Foto: Marcos Ermínio)

Números na vida – Essas estatísticas ganham vida em rotinas como da auxiliar de serviços gerais Marluce Maidana, 42 anos. Ela trabalha em uma empresa de limpeza de Campo Grande há 17 anos e, neste período, teve apenas dois reajustes salariais.

O rendimento de Marluce está abaixo da média das mulheres do Estado. Ela ganha R$ 945 e, em sua avaliação, esse salário está abaixo ao que merece. “O que faço é muito puxado”, afirma.

Avaliação semelhante faz Elis Regina Barbosa dos Santos, 22, funcionária de uma empresa de cosméticos na região central de Campo Grande.

Ela acredita que recebe menos que deveria, porque exerce mais de uma função na loja. "Se tenho outros afazeres, deveria ser recompensada por isso, mas não é o que acontece", finaliza.



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