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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

28/04/2015 12:14

Novas regras da Caixa afetam 80% do setor imobiliário, diz sindicato

Liana Feitosa
Mudança vai afetar mais da metade do mercado imobiliário da Capital, segundo o presidente Secovi-MS. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)Mudança vai afetar mais da metade do mercado imobiliário da Capital, segundo o presidente Secovi-MS. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)

Decisão comunicada pela Caixa Econômica Federal nesta segunda-feira (27) reduzirá o limite de financiamento para imóveis usados, o que vai exigir do consumidor desembolso maior de dinheiro no pagamento da entrada e acesso reduzido ao financiamento das parcelas.

A nova regra vai afetar mais da metade do mercado imobiliário da Capital, segundo o presidente Secovi-MS (Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul), Marcos Augusto Netto.

Pessimismo - "Em Campo Grande, 80% dos financiamentos são concedidos pela Caixa Econômica. Por isso, essa mudança é ruim porque vai diminuir a capacidade de compra das pessoas. Não é uma notícia boa, é reflexo de todo esses problemas que o Governo Federal têm enfrentado", analisa Netto.

Com as mudanças, o comprador que adquirir imóvel usado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) terá de dar entrada de, pelo menos, 50% e financiar a outra metade. Atualmente, é exigida entrada mínima de 20%.

No caso do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), o consumidor terá que pagar, a partir da semana que vem, no mínimo 60% do valor do imóvel usado, podendo financiar com a Caixa no máximo 40%. Hoje, a entrada mínima exigida é de 30%.

"O mercado agora vai pagar a conta. Ninguém vai deixar de comprar, mas isso vai dificultar a compra, nem todo mundo tem dinheiro para dar entrada de 50% do valor do imóvel", considera Netto.

Desaquecimento - Para o corretor de imóveis César Augusto Batistão, a mudança veio em momento ruim porque as vendas já estavam desaquecidas. "No Brasil, a Caixa financia 70% dos imóveis usados e já havia certo encalhe de imóveis, as vendas já estavam bem travadas. Agora, os bancos particulares precisam procurar ocupar esse espaço deixado pela Caixa", avalia.

Para ele, o consumidor deve procurar o banco onde já é correntista e tentar novas alternativas, negociando diretamente com bancos particulares, como Itaú, Bradesco e Santander. "Os bancos particulares, juntos, financiam 15% das vendas de imóveis usados, dessa forma, está nas mãos deles incentivar o consumidor a fazer novos financiamentos", amplia.

Mudança - O presidente do Secovi enxerga o momento sob o mesmo aspecto e acredita que a crise oferece oportunidade. "Acredito que os bancos podem aproveitar essa oportunidade e conquistar novos clientes. É uma brecha que a Caixa abre para a concorrência", pontua.

"A questão só ficará realmente preocupante se for generalizada, se os outros bancos acompanharem a mudança da Caixa. Aí a preocupação será muito grande. O que acontecerá daqui para frente é bastante incerto ainda", finaliza.

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