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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/02/2014 10:51

Pequenos investidores garantem sonho da casa própria a 40% na Capital

Zana Zaidan
Superintendente da Caixa, Paulo Antunes aponta cenário otimista para o setor de imóveis em 2014 (Foto: Ivan Carlos)Superintendente da Caixa, Paulo Antunes aponta cenário otimista para o setor de imóveis em 2014 (Foto: Ivan Carlos)

O filão do setor imobiliário de Mato Grosso do Sul são as unidades construídas por pessoas físicas que enxergam na venda imóveis um retorno certo. A movimentação do segmento é garantida pela possibilidade financiamento – mais de 40% das 20 mil unidades financiadas em 2013 somente na Caixa Econômica Federal (responsável por 70% do crédito liberado), são obras de pequenos construtores.

Os dados foram apresentados pelo superintende do banco no Estado, Paulo Antunes de Siqueira, antes de apresentar o prognóstico para o setor no auditório do Creci/MS (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis).

“Ao contrário do que muita gente pensa, o financiamento não é liberado somente para compra de imóveis em conjuntos habitacionais ou de grandes construtoras que se espalharam pelo Estado. Ao contrário: o maior volume de negócios vem do pequeno construtor, que faz a obra pensando em vender para terceiros”, disse Antunes ao Campo Grande News.

E as oportunidades para quem pensa em financiar a casa própria devem ser maiores em 2014. A meta do banco é encerrar o ano com pelo menos 22 mil unidades financiadas, 2 mil a mais do que em 2013, e aumentar o volume de financiamentos de R$ 1,9 bilhões para R$ 2,1 bilhões.

Isso significa, explica o superintende do banco no Estado, Paulo Antunes Siqueira, confiar mais na capacidade de pagamento do mutuário. “O mercado local tem estabilidade econômica, a população uma boa renda, estamos com bons índices de emprego e o setor produtivo apresenta bons resultados. O resultado é a redução do risco bancário”, disse o superintendente

 

Para o presidente do Creci, programas habitacionais alavancaram vendas de imóveis (Foto: Ivan Carlos)Para o presidente do Creci, programas habitacionais alavancaram vendas de imóveis (Foto: Ivan Carlos)

A Caixa aposta as fichas no Estado e considera o crescimento viável, e parte do otimismo é devido à movimentação da renda informal, acrescenta Antunes. “A renda da população daqui não é tão superior à dos grandes centros. Temos que considerar também o mercado informal: a agricultura gera renda informal, o fato de estarmos próximo à fronteiras com o Paraguai e a Bolívia”, justifica.

Minha Casa, Minha Vida – O presidente do CRECI/MS, Delso José de Souza, também enxerga 2014 com otimismo. “Programas como o Minha Casa, Minha Vida foram uma alavanca para o setor, e trouxeram um segmento que até então não tinha renda para comprar a casa própria e o mercado, por consequencia, não produzia para esse grupo”, aponta. Em 2008 (antes do surgimento do MCMV) o volume de financiamentos foi de R$ 200 milhões. “De lá para cá, houve um crescimento de 570%”, exemplifica.

Com os números positivos, Antunes fez questão de frisar aos corretores que não há risco de o Brasil enfrentar crise ou a chamada “bolha imobiliária”, como aconteceu em outros países. “Onde isso aconteceu, como nos Estados Unidos, o crédito imobiliário representava 60% do PIB, aqui, a relação é de 7%. Não há crise”, afirmou, e acrescentou que, lá fora, a “bolha” surgiu por causa da diminuição dos prazos de pagamento e aumento dos juros, movimento contrário ao do nacional, garantiu.

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