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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

15/12/2017 18:35

Pesquisa mostra que 445 mil estão abaixo da linha de pobreza em MS

Essas pessoas receberam, no ano passado, até R$ 385 por mês, diz IBGE

Osvaldo Júnior
Moradores da antiga favela Cidade de Deus; em MS, 17% estão abaixo da linha de pobreza (Foto: Marcos Ermínio)Moradores da antiga favela Cidade de Deus; em MS, 17% estão abaixo da linha de pobreza (Foto: Marcos Ermínio)

Em Mato Grosso do Sul, quase 445 mil pessoas vivem abaixo da linha de pobreza. Essa parcela populacional sobrevive com renda de até R$ 385 por mês ou de R$ 12,8 por dia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e integram a SIS (Síntese dos Indicadores Sociais).

De acordo com a pesquisa, havia, em 2016, 2,617 milhões de pessoas residindo em Mato Grosso do Sul. Parte significativa desse universo vivia em condição de pobreza – conforme valor adotado pelo Banco Mundial, são pobres os que contam com renda média de até US$ 5,5 por dia.

O IBGE, usando essa classificação, verificou que, no ano passado, 17% dos sul-mato-grossenses, o equivalente a 444,89 mil pessoas, tinham rendimento de até R$ 385, o que representa menos da metade do salário mínimo vigente naquele ano, de R$ 880.

A situação era ainda mais crítica para 122,99 mil pessoas (4,7% da população), cujo rendimento mensal chegava a um quarto do salário mínimo ou a R$ 220. Receber esse montante por mês significa ter que garantir a sobrevivência com R$ 7 por dia, o suficiente para, no máximo, três litros de leite.

A pesquisa mostra também que, em Mato Grosso do Sul, a parcela 1% mais rica ou cerca de 26 mil pessoas tinham renda média de R$ 14.434. Por outro lado, os 20% com os menores rendimentos recebiam a média de R$ 334. O valor dos mais ricos é 43 vezes maior que o dos mais pobres.

Índice Gini – Esses números fizeram com que o Estado apresentasse índice Gini de 0,479 em 2016. Esse índice, que serve de instrumento para medir a concentração de renda, varia de 0 a 1, sendo 0 para a igualdade absoluta e 1 para a riqueza totalmente concentrada nas mãos de uma só pessoa.

O índice de Mato Grosso do Sul, embora seja expressivo, está abaixo ao do Brasil, que foi de 0,525. Ou seja, o Estado tem menos desigualdade que a média do País.



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