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Economia

Postos alegam prejuízo e restringem abastencimento a viaturas em MS

Oscilações nos valores não são repostas pelo governo, segundo empresas alegam

Por Marta Ferreira, Helio de Freitas e Tainá Jara | 22/02/2021 16:50
O secretário Antonio Carlos Videira discursa durante entrega de viaturas, quando confirmou reflexo no abastecimento de veículos oficiais por causa do preço do combustível. (Foto: Kísie Ainoã)
O secretário Antonio Carlos Videira discursa durante entrega de viaturas, quando confirmou reflexo no abastecimento de veículos oficiais por causa do preço do combustível. (Foto: Kísie Ainoã)

Não tem quem fique imune à alta do preço dos combustíveis, mesmo quem não usa transporte movido a gasolina, diesel ou álcool. Exemplo disso é que, diante de preços que já aumentaram em mais de um terço no último ano, em relação à gasolina, fornecedores para a frota oficial de Mato Grosso do Sul estão se recusando a abastecer os veículos, alegando diferença entre o valor pago pelo Estado e o que está em prática no mercado.

O reflexo é direto. Nas forças de segurança, por exemplo, a reportagem apurou que policiais já sabem que neste ou naquele determinado lugar, não vão conseguir colocar combustível nos veículos, principalmente gasolina, cujos preços tiveram aumentos seguidos.

Existe contrato do governo de Mato Grosso do Sul com a rede Taurus e os funcionários que usam veículos oficiais recebem cartão para o processo de compra.

De acordo com informações obtidas pelo Campo Grande News, na região sul do Estado, a queixa é de que enquanto o posto paga R$ 4,91, o governo quer pagar apenas dois centavos a mais, R$ 4,93.

O álcool hidratado, conforme essa mesma fonte, com base em nota de compra, tem preço de R$ 3,97 e o valor recebido do Estado no momento é de R$3,55. O óleo diesel comum tem valor para o empresário de R$3,97 e o pagamento está previsto em R$ 3,88.

Assim vamos ganhar dinheiro como?”, questionou dono de estabelecimento à reportagem, com a condição de ter a identidade preservada. Na visão desse comerciante, as empresas estão “pagando” para abastecer a frota oficial.

Oscilação - Durante solenidade de entrega de viaturas nesta tarde, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, admitiu a situação, atribuída à escalada no preço dos combustíveis.

Alguns dos postos distribuidores estão alegando que o preço hoje pago pela distribuidora, como aumentou muito, não tem dado lucro, muito pelo contrário, prejuízo”.

Segundo Videira, a Secretária de Administração tem feito a atualização dos valores e até mudou o prazo para isso. “Nós fazíamos mensalmente, quinzenalmente e agora estamos fazendo duas vezes por semana”, relatou.

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