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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

04/03/2019 15:29

Preço do kg assusta e restaurantes se adaptam para não faltar feijão na mesa

Valor do kg do pacote do grão passa dos R$ 10 nas prateleiras de supermercados de Campo Grande.

Gabriel Neris e Geisy Garnes
Feijão não pode faltar no prato do brasileiro, nem no self service. (Foto: Henrique Kawaminami)Feijão não pode faltar no prato do brasileiro, nem no self service. (Foto: Henrique Kawaminami)

O preço do pacote de 1 quilo de feijão carioca tem assustado o campo-grandense. O valor encontrado nas prateleiras de supermercados tem obrigado a dona de casa e consumidor a se adaptar.

O grão aparece entre os maiores vilões da inflação de janeiro na Capital com reajuste de 7,30%, de acordo com o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), divulgado pelo Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Uniderp.

No Hipermercado Extra, o valor do pacote de 1 kg varia de R$ 8,99 a R$ 10. No Comper, o valor chega aos R$ 9,99.

Para a chef de restaurante Mara Cardoso, o jeito é tentar manter o equilíbrio sem deixar de oferecer o produto ao consumidor. “Ofereço o feijão carioca e o feijão preto, que é mais barato, e investimos em outros grãos, como grão de bico, feijão branco. A variedade é para sentir menos a falta do feijão”, disse ela.

Isaura Dias, de 51 anos, contou que na casa dela quem consome é o marido, por isso o produto não falta na mesa. A mulher contou que da última que havia comprado feijão o valor estava em volta de R$ 8. “Preço muito alto, mas vi até de R$ 11”, afirmou.

Célia Morete, de 62 anos, conta que o feijão é sagrado em casa. Ela é de São Paulo e está visitando familiares em Campo Grande, mas também reclamou do preço encontrado. “[Preço] muito alto, principalmente para quem não fica sem”.

Plinio Gyeghi afirma que a solução é pesquisar bastante antes de comprar feijãoPlinio Gyeghi afirma que a solução é pesquisar bastante antes de comprar feijão

Na comparação, o feijão preto da mesma marca costuma estar, em média, R$ 1 a R$ 2 mais barato.

Para continuar oferecendo o produto sem precisar gastar além do que pode, o comerciante Plinio Gyeghi, de 54 anos, diz que o jeito é pesquisar. O dono de restaurante afirma que prefere buscar outros locais e comparar os valores ao invés de diminuir a quantia oferecida.

“O jeito é pesquisar, comprar nos locais mais baratos. O brasileiro precisa mudar o modo de consumo, se o preço aumentou é porque diminuiu o produto. Quando aumenta assim tem que diminuir o consumo, parar de comprar, até o preço estabilizar e diminuir, mas não é o que acontece”, reclama.

O comerciante ainda brinca que o feijão poderia ser comercializado a cada 100 gramas para facilitar ao consumidor.

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