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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

07/05/2008 08:04

Preços gerais da economia têm alta de 1,12% em abril

Redação

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou sobre o resultado de março (0,70%) e fechou o mês de abril em 1,12%.

As informações foram divulgadas hoje (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e apontam que desde o início do ano a variação chega a 3,22%, acumulando alta de 10,24% nos últimos 12 meses.

O IGP-DI faz parte de uma cesta de índices utilizada como parâmetro para a correção dos contratos de telefonia.

Segundo o último boletim Focus, apresentado pelo Banco Central na segunda-feira (5), a projeção do IGP-DI para o mercado atacadista subiu de 6,01% para 6,28% e ficou em 5,02% em 12 meses, contra os 4,98% previstos anteriormente.

Com isso, a projeção para a inflação oficial continua em alta, se distanciando da meta fixada pelo governo para este ano, que é de 4,5%.

Entre os índices que formam o IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA), registrou variação de 1,30%, mais elevada do que a taxa de 0,80% do mês anterior.

A aceleração foi puxada pela alta em bens intermediários (de 1,01% para 1,88%), com destaque para materiais e componentes para a manufatura (de 1,00% para 1,91%); e pela elevação em matérias-primas brutas (de 0,92% para 1,90%), cujas principais contribuições vieram de arroz em casca (de -1,30% para 27,78%), minério de ferro (9,11% para 13,48%) e mandioca (-11,45% para -6,53%).

Já a taxa de bens finais recuou de 0,44% para 0,05%, influenciada pela queda nos preços dos alimentos in natura (de 0,39% para -7,58%). O IPA representa 60% do IGP-DI.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do índice geral, também aumentou, passando de 0,45% em março para 0,72% em abril. Houve acréscimo em três das sete classes de despesa que compõem esse índice.

A alta em alimentação (de 0,62% para 1,69%) foi a principal responsável pela elevação do IPC e as principais contribuições vieram de carnes bovinas (de -1,82% para 1,28), frutas (de 0,78% para 4,39%), hortaliças e legumes (de 3,18% para 5,48%) e panificados e biscoitos (de 1,87% para 5,78%).

Também houve acréscimo em vestuário (de -0,29% para 1,23%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,34% para 0,69%). Por outro lado, o IPC registrou recuo nas taxas de variação de habitação (de 0,47% para 0,22%), educação, leitura e recreação (de 0,55% para 0,07%), transportes (de 0,35% para 0,33%) e despesas diversas (de 0,29% para 0,19%).

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