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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/10/2017 11:36

Pseudos protetores do Pantanal querem nos prender ao passado, diz ruralista

Paulo Nonato de Souza
Fazenda de pecuária no Pantanal sul-mato-grossense, setor importante do agronegócio na regiãoFazenda de pecuária no Pantanal sul-mato-grossense, setor importante do agronegócio na região

O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar Leite, disse que é inegável a contribuição do Pantanal na balança comercial do Estado, sustentada pelo agronegócio, e cobrou políticas públicas para expandir a pecuária na região e eliminar algumas amarras, como restrições impostas por setores ambientalistas.

“De um lado, temos a natureza, que determina os limites da nossa atividade; na outra ponta, a ausência de políticas públicas, que criem mecanismos para o nosso desenvolvimento”, apontou Luciano Leite.

Segundo o dirigente ruralista, os pantaneiros enfrentam uma luta desigual com campanhas arquitetadas por organizações ambientais e omissão do poder público em questões fundamentais, como a recuperação do Rio Taquari.

“O pantaneiro estaria fadado ao isolamento se prevalecer o argumento de ambientalistas, sem nenhum suporte científico, segundo o qual construir estradas destruiria o Pantanal, ecossistema hoje com 87% de sua área preservada”, declarou Luciano Leite ao fazer um balanço da Feapan (Feira Agropecuária do Patanal), realizada entre 20 e 24 de setembro, em Corumbá.

Em nota divulgada nesta terça-feira, 03, Luciano Leite apontou outros desafios enfrentados pela pecuária, como as pressões para não dragar os rios assoreados ou substituir as pastagens nativas pelo cultivo, que entende representar ganho sem afetar o meio ambiente.

“Não deveríamos ter energia elétrica, porque a rede mataria os tuiuiús, e tão pouco o gasoduto (Bolívia-Brasil), que acabaria com a nossa fauna e flora. Nem o minério poderíamos explorar, pois poluiria nossas águas. Querem nos prender ao passado para que os pseudos protetores do Pantanal pudessem nos ver em carros de boi, em canoas, em lombo de burro, nas rocinhas de subsistência, para nos exibir em vídeos pelo mundo a fora como um povo sem visão, sem perspectivas”, criticou.

 



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