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Campo Grande, Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

03/12/2019 17:45

Puxada por carne e celulose, balança tem superávit de US$ 2,7 bi em MS

Exportações somaram US$ 4,8 bilhões no ano enquanto as importações ficaram em US$ 2,1 bilhões

Rosana Siqueira
Exportações de carne bovina ajudaram a puxar a balança comercial de MS neste ano. (Kelly Ventorim)Exportações de carne bovina ajudaram a puxar a balança comercial de MS neste ano. (Kelly Ventorim)

Mato Grosso do Sul registra neste ano superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). As exportações somaram US$ 4,87 bilhões queda de 10,3% em relação a 2018. O destaque fica por conta de alta nas vendas de milho de 401%. 

A celulose continua liderando em valores as vendas externas com US$ 1,8 bilhão e 38% de participação nas exportações no ano. O setor avançou 5,2% neste ano em relação a 2018. A soja vem em segunda na balança com US$ 1,08 bilhão comercializados e recuo de 46,3% nas vendas.

Em terceiro lugar está a carne de bovina congelada, fresca ou refrigerada com US$ 626,1 milhões no ano e alta de 27,9%.

Segundo informações da Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de dezembro, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Esses resultados foram obtidos com o aumento de 5% nas vendas externas de celulose, primeiro produto da pauta de exportações e com o crescimento de 24,39% das vendas de carne bovina.

Mesmo com a queda de 42,57% das exportações de soja, Mato Grosso do Sul segue expandindo mercado de outros produtos tradicionais como o milho, com alta de 401% em relação ao mesmo período em 2018. “O Estado deve fechar com recorde histórico nas exportações de milho em função da supersafra que tivemos neste ano”, lembra o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

Alta -A China permanece como principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, com 41,84% do total da pauta. Também houve crescimento de 68,13% de participação dos Estados Unidos, relacionado principalmente à compra de celulose, representando 91,64% das operações daquele país. Com relação ao Japão, houve 270,84% de expansão nas exportações, com destaque para o milho, produto responsável por 73,46% da pauta daquele país. No âmbito regional, Três Lagoas segue como principal município exportador com 50,56% da pauta, com crescimento de 5,56% em relação ao mesmo período em 2018.

“O mercado japonês surge como uma nova oportunidade para o milho e os EUA avançam na compra de celulose. Tivemos uma ligeira queda nas exportações para a China e um recuo significativo da participação da Argentina. O país era essencialmente um comprador de soja, mas nossa expectativa é uma recomposição em 2020, em função de contratos já realizados por empresas argentinas”, comenta o secretário Jaime Verruck.

Com relação às importações, o Estado continuou com uma pauta concentrada na importação de gás boliviano. Esse item representou 54,24% da pauta de importações nos meses de janeiro a novembro de 2019, mas com valores 23,96% abaixo dos verificados no mesmo período de 2018. “A importação ainda está abaixo do ano passado. Mesmo com a melhora do bombeamento, ocorrida em outubro, estamos muito aquém do que seria adequado em termos de importação de gás natural”, finalizou o titular da Semagro.

 

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