A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/09/2017 17:33

Setor de supermercado deve crescer até 1,5% neste ano, estimam entidades

Osvaldo Júnior e Ricelieu de Carlo
Governador Reinaldo Azambuja e o presidente da Amas, Edmilson Verati (Foto: André Bittar)Governador Reinaldo Azambuja e o presidente da Amas, Edmilson Verati (Foto: André Bittar)

Com economia nacional ainda desaquecida, representantes dos setores atacadista e supermercadista projetam crescimentos modestos neste ano, de até 1,5%. Apesar disso, há relativo otimismo quanto à recuperação do consumo, decorrente da desaceleração do desemprego, redução dos juros e inflação em queda.

As análises foram feitas durante a 27ª Superamas, evento que acontece nesta terça (26) e quarta (27) no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. De acordo com o presidente da Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados), Edmilson Verati, o setor de supermercados no Estado deve crescer entre 1% e 1,4% neste ano. “É um avanço modesto”, avaliou.

Verati acrescentou que as margens de lucro estão reduzidas e o resultado líquido das empresas do setor caiu neste ano. Ele ainda comentou que a retração do poder de compra fez com que os consumidores migrassem para produtos mais baratos, que proporcionam menores margens de lucros.

A situação do setor é crítica em todo o País, conforme comentou o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), João Zansovo Neto. Ele projeta avanço máximo de 1,5% no faturamento neste ano. Apesar de ser considerado baixo, essa variação representa melhoria. No ano passado, ainda de acordo com Zansovo Neto, houve perda de R$ 7 bilhões na receita com as vendas.

O segmento de atacado também contabiliza números baixos, com estimativa de crescimento modesto. Conforme o presidente da Asmad (Associação Sul-Mato-Grossense de Atacadistas e Distribuidores), Akuto Ikeda, o avanço projetado é de 1%. Em 2016, o faturamento ficou praticamente estagnado, com ligeira alta de 0,6%, ainda segundo Ikeda.

“Mas acredito que teremos melhoria no segundo semestre. O controle da inflação, a queda dos juros e do nível do desemprego devem estimular o consumo”, analisou.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions