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Economia

Sindicalistas alegam falta de segurança e "fecham" duas agências bancárias

Duas unidades do Santander estavam fechadas, após casos positivos de covid-19 e reabriram ontem

Por Marta Ferreira | 10/07/2020 10:15
Faixa colocada na agência explica motivo de protesto. (Foto: Marcos Maluf)
Faixa colocada na agência explica motivo de protesto. (Foto: Marcos Maluf)

Duas agências do Banco Santander foram interditadas em Campo Grande por protesto de sindicalistas. As unidades, na Avenida Afonso Pena e na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, não vão abrir para o público, prometem os manifestantes. O motivo é a falta de segunda, segundo o sindicato dos profissionais da área.

As agências, segundo informado pelo Sindicato dos Bancários de Campo Grande, estavam fechadas depois de casos confirmados de novo coronavírus e reabriram, nesta quinta-feira (10), sem a presença de vigilantes. A abertura só vai ser permitida, avisam, se o problema da falta de seguranças for solucionado.

Motivo - De acordo com a entidade sindical,  com os casos positivos de covid-19, todos os trabalhadores das duas agências, inclusive os terceirizados, estão em isolamento domiciliar, mas o comando regional da instituição financeira decidiu reabrir as unidades com bancários de outras localidades, mas sem a segurança.

“A Lei nº 7.102/1983 exige que um vigilante armado permaneça durante todo o expediente de uma instituição financeira”, diz texto enviado à imprensa.

Para o sindicato, a “atitude do banco contraria as normas de segurança e coloca em risco a vida dos bancários e clientes”.

A informação divulgada é que estão sendo tomadas “as medidas cabíveis, como acionando o órgão fiscalizador, que é a Polícia Federal”.

A interdição, afirma a entidade, é “para preservar a vida de todos nas duas agências”.  “Não permitiremos que funcionem sem segurança”, comenta a presidente do sindicato dos bancários, Neide Rodrigues.

Os bancos abrem às 11h. Por ora, é possível ver movimentação de sindicalistas nas duas agências e faixas informando sobre o motivo do protesto.