Sistema sem parada nas fronteiras reduz custos em 30% na Rota Bioceânica
Corredor será rota para produtos como carne processada, soja e fertilizante
O Sistema TIR (Transporte Internacional Rodoviário), tema de seminário em Campo Grande sobre a Rota Bioceânica, pode reduzir em 30% os custos com as cargas que vão passar pelo corredor rodoviário, cruzando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
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Neste modelo, a carga só será aberta no local de destino, sem inspeção ao passar por cada país. O corredor será rota para exportar produtos como carne processada, soja e fertilizante até à China. As commodities vão sair de portos no Chile com destino à Ásia.
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De acordo com o vice-governador José Carlos Barbosa (PSD), o Barbosinha, a Europa já utiliza esse sistema e o Brasil se tornou signatário do TIR em janeiro deste ano.
“Isso significa que uma carga que sair de Mato Grosso do Sul vai lacrada até o destino final. As questões de recolhimento de tributos, transporte e despacho aduaneiro são muito facilitadas”.

A possibilidade de redução de 30% no custo de carga foi apontada pela Infra SA, empresa do governo federal que desenvolve projetos de infraestrutura e transporte. Conforme a coordenadora de projetos especiais da Infra, Elaine Radel, houve estudo de análise de aplicação do TIR no Corredor Bioceânico de Capricórnio, nome oficial da rota.
“A gente tem desenvolvido estudos para todas as rotas de integração. Apresentamos todos os benefícios que pode trazer em termos de redução de tempo, redução de custos, maior previsibilidade, maior confiança na rota, possibilidade de atração de novos fluxos de carga, possibilidade de atração de carga de retorno”, afirma Elaine.
Com o ingresso ao sistema em 30 de janeiro de 2026, o Brasil se junta ao Chile, Argentina e Uruguai. De acordo com a conselheira jurídica sênior do departamento TIR e Trânsito, Ana Taliberti, o Paraguai ainda está em fase de tratativas.
“Estamos organizando esse evento para mostrar como o sistema pode beneficiar o transporte internacional na Rota Bioceânica, diminuindo os gargalos nas fronteiras, poque o trânsito é mais rápido. Diminuindo as inspeções, consequentemente, tem menos custo de transporte”.
Neste modelo, as inspeções feitas no país de origem são válidas até o destino final, sem parada dos caminhões nas fronteiras.
De acordo com João Carlos Parkinson, chefe da divisão de integração de infraestrutura do Itamaraty e coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico, as Nações Unidas vão informar aos demais signatários sobre o ingresso do Brasil. A previsão é que o País se torne membro do plano internacional em 30 de julho.
O seminário “ Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico” é realizado pela IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários), com apoio da NTT e Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). O evento acontece no Bioparque Pantanal.
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