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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

04/02/2009 15:00

Trabalhadores exigem que Fiems comprove quadro de crise

Redação

Entidades que representam os trabalhadores das indústrias de Mato Grosso do Sul duvidam que a crise tenha chegado ao Estado, e exigem que a Fiems (Federação das Indústrias) detalhe em que grau está o prejuízo das empresas.

"A Fiems não nos apresenta o quadro da crise, em que grau está. Porque nós, trabalhadores, não estamos vendo crise nenhuma, acho que eles estão querendo pegar paciente com febre e receitar quimioterapia", declarou o presidente da CUT, Alexandre Costa.

"Isso é uma cortina de fumaça, não há crise nas empresas", afirmou José Lucas da Silva, coordenador do FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores).

As centrais de trabalhadores anunciaram nesta tarde que não aceitam a proposta da Fiems de redução de 25% nos salários, nem a implantação do banco de horas.

"Não aceitamos nem mesmo discutir redução salarial e nem banco de horas. Queremos discutir a crise, mas não com esta pauta da Fiems. Queremos construir outra pauta, com a presença do governo do Estado, das prefeituras, da classe patronal, enfim, todos os interessados na questão", declarou o presidente da CUT.

De acordo com o presidente da Força Sindical, Ildemar da Motta Lima, a Fiems se antecipou em levar a discussão para o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na última segunda-feira, onde, segundo ele, não é o foro indicado para este tipo de debate.

"O TRT só deve entrar quando não há acordo, mas eles prevendo que não ia ter mesmo, já partiram lá para cima", disse.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande, Samuel da Silva Freitas, teme que a possibilidade de aprovação da proposta da Fiems se irradie para outros setores do Estado.

"Isso pode criar um grande caos, essa proposta, que está vindo de cima para baixo, pode virar um câncer, pode acabar atingindo a construção civil e o comércio, que são geradores de emprego", afirmou.

Os trabalhadores afirmam que na reunião de segunda-feira poucas entidades, que não representam a opinião de todos os trabalhadores do Estado, foram convidadas. Na próxima segunda, dia 9, haverá uma nova rodada de negociações.

Desta vez, eles querem a presença da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e do governo, além de todas as centrais de trabalhadores.

Para os representantes dos trabalhadores, é possível buscar outras alternativas a achatar a renda do trabalhador.

"Acho que o trabalhador não pode pagar esta conta sozinho, a redução de salários é impraticável, tem muito trabalhador que ganha um salário mínimo, e se houver a redução, vai ganhar menos que isso", protestou Alexandre Costa, presidente da CUT.

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