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Economia

Vendas de imóveis sobem e metro quadrado supera R$ 10,5 mil na Capital

Mesmo com juros altos, setor imobiliário registra avanço nas vendas e valorização

Por José Cândido | 12/06/2026 16:18
Vendas de imóveis sobem e metro quadrado supera R$ 10,5 mil na Capital
Especialistas apresentarão os resultados do Censo Imobiliário do primeiro trimestre, que revela crescimento das vendas, valorização dos imóveis e aumento da oferta em Campo Grande.

O mercado imobiliário de Campo Grande segue demonstrando resiliência mesmo diante dos juros elevados e das incertezas econômicas. Dados preliminares do Censo Imobiliário do primeiro trimestre de 2026 apontam crescimento nas vendas de imóveis residenciais, valorização dos empreendimentos e ampliação da oferta na Capital, reforçando o protagonismo da construção civil como um dos motores da economia sul-mato-grossense.

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O mercado imobiliário de Campo Grande registrou crescimento de 3,3% nas vendas no primeiro trimestre de 2026, com 464 unidades comercializadas. O metro quadrado atingiu R$ 10.513, alta de 10,5% ante 2025, e o estoque chegou a 1.961 unidades, aumento de 19,1%. Os dados do Censo Imobiliário serão apresentados pelo Sinduscon-MS na segunda-feira (15), na Fiems.

Os números serão apresentados oficialmente na próxima segunda-feira (15), durante coletiva promovida pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), no auditório da Fiems, em Campo Grande.

Levantamento elaborado pela Brain Inteligência Estratégica mostra que, entre janeiro e março deste ano, foram comercializadas 464 unidades residenciais na Capital, resultado 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho confirma a manutenção da demanda por imóveis, mesmo em um cenário de crédito mais caro e maior cautela por parte dos consumidores.

Outro indicador que chama atenção é a valorização dos empreendimentos verticais. O preço médio do metro quadrado atingiu R$ 10.513, representando alta de 10,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O avanço reflete tanto a procura por imóveis novos quanto o aumento dos custos de produção e a crescente atratividade do mercado local.

Ao mesmo tempo, a oferta também cresceu. O estoque disponível chegou a 1.961 unidades ao final de março, volume 19,1% superior ao registrado um ano antes. O aumento demonstra a confiança das incorporadoras e construtoras no potencial de expansão do setor, além de ampliar as opções para compradores e investidores.

Durante a apresentação, especialistas da Brain irão detalhar os indicadores do mercado, analisar o comportamento da demanda e discutir os impactos do ambiente econômico e regulatório sobre a construção civil nos próximos meses.

Para o presidente do Sinduscon-MS, Alonso Resende do Nascimento, o Censo Imobiliário tornou-se uma ferramenta estratégica para acompanhar a evolução do setor e orientar decisões de empresários, investidores e agentes do mercado.

Segundo ele, os dados permitem compreender tendências, identificar oportunidades e avaliar o comportamento da demanda em um segmento que mantém forte influência sobre a geração de empregos, investimentos e desenvolvimento urbano de Campo Grande.

A expectativa é que a divulgação ofereça um retrato atualizado de um mercado que continua aquecido, mesmo diante dos desafios econômicos nacionais, e que segue contribuindo para a dinâmica de crescimento da Capital sul-mato-grossense.