ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
OUTUBRO, DOMINGO  25    CAMPO GRANDE 24º

Editorial

Neste domingo, faça sua voz contar na escolha do futuro do Brasil

Com quase 1 em cada 4 eleitores ausentes no primeiro turno, MS precisa transformar desencanto em participação

Por José Cândido | 25/10/2026 06:03
Neste domingo, faça sua voz contar na escolha do futuro do Brasil

Neste domingo, 25 de outubro, o Brasil decide quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A escolha será feita na urna, mas seus efeitos estarão muito além dela: no atendimento de saúde, na qualidade das escolas, nas oportunidades de emprego, na segurança e no preço de sustentar uma família. É por isso que comparecer à votação importa tanto. O resultado alcançará inclusive quem decidir ficar em casa.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

No segundo turno da eleição presidencial, neste domingo, 25 de outubro, o texto defende o voto como instrumento para decidir saúde, educação, emprego e segurança. Mato Grosso do Sul teve a maior abstenção do país no primeiro turno, 23,87%, com mais de 483 mil ausentes. Quem faltou pode votar, desde que esteja regular com a Justiça Eleitoral. O texto pede voto consciente e respeito às divergências.

Mato Grosso do Sul chega ao segundo turno com um alerta. Na primeira etapa da eleição, o Estado registrou a maior taxa de abstenção do país: 23,87%. Foram mais de 483 mil eleitores ausentes, quase um em cada quatro aptos a votar. É um contingente expressivo de pessoas que não participaram de uma decisão coletiva fundamental.

Seria simplista atribuir todas essas ausências ao desinteresse. Há quem enfrente problemas de saúde, dificuldades de deslocamento e outros impedimentos. Também há desilusão, cansaço com as campanhas e descrença nas promessas. A dimensão da abstenção exige compreender essas razões e enfrentar as barreiras que afastam o cidadão das urnas.

Mas, para quem pode comparecer, o desencanto merece uma reflexão: deixar de votar não impede que alguém seja eleito nem reduz o poder que essa pessoa terá. A decisão será tomada pelos que participarem, e o governo resultante administrará recursos, definirá prioridades e adotará medidas que afetarão a vida de todos.

A insatisfação com a política tem motivos que precisam ser ouvidos. Promessas descumpridas, serviços precários, corrupção e disputas distantes das necessidades da população corroem a confiança. Ainda assim, abrir mão de escolher não corrige esses problemas. O voto é uma das ferramentas de que o cidadão dispõe para cobrar mudanças, reconhecer resultados e retirar apoio de quem não correspondeu à responsabilidade recebida.

Na cabine de votação, cada eleitor tem o mesmo peso. O voto de quem depende do SUS vale tanto quanto o de quem pode pagar pelo melhor hospital. O de quem procura emprego tem o mesmo valor do voto de quem dirige uma grande empresa. Essa igualdade precisa ser exercida para que as necessidades de diferentes parcelas da população estejam representadas na escolha.

Votar com responsabilidade exige olhar para além da simpatia pessoal, da propaganda e das mensagens recebidas pelo celular. É avaliar trajetórias, capacidade de governar, compromissos com a democracia e propostas para problemas concretos. É perguntar como as promessas serão financiadas e quem será beneficiado pelas prioridades anunciadas.

O país precisa de decisões sobre saúde, educação, segurança, infraestrutura, proteção ambiental e combate à pobreza. São assuntos que exigem preparo, recursos e responsabilidade. A eleição oferece ao cidadão a oportunidade de indicar a quem pretende confiar essa tarefa — e de estabelecer os critérios pelos quais cobrará o próximo governo.

Também é preciso recusar a ideia de que divergência política transforma vizinhos, amigos e familiares em inimigos. O voto é livre e deve ser respeitado. A democracia depende tanto da possibilidade de escolher quanto da disposição de conviver com escolhas diferentes, fiscalizar o poder e aceitar o resultado legítimo das urnas.

Quem faltou ao primeiro turno ainda pode participar neste domingo. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a ausência naquela votação não impede o comparecimento ao segundo turno, desde que a situação eleitoral esteja regular. Há, portanto, uma nova oportunidade de exercer esse direito.

Mato Grosso do Sul tem razões para responder ao elevado índice de abstenção com presença e participação. O futuro do país merece mais do que acompanhar a apuração e depois lamentar a escolha feita pelos outros.

Neste domingo, vá às urnas. Vote com consciência, liberdade e responsabilidade. O próximo presidente governará para todos. Participar de sua escolha é uma forma de fazer a sua voz contar.