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Editorial

Seis veículos, um compromisso: oferecer informação ao eleitor

Pool de comunicação entrevista candidatos ao Governo e ao Senado e amplia o acesso da sociedade às propostas

Por José Cândido | 17/09/2026 05:03
Seis veículos, um compromisso: oferecer informação ao eleitor

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela começa muito antes, quando o eleitor tem acesso às ideias, aos compromissos e, principalmente, às respostas daqueles que pretendem governar Mato Grosso do Sul.

RESUMO

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Seis veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul, entre eles Campo Grande News, SBT/MS e Correio do Estado, uniram-se para entrevistar candidatos ao governo estadual e ao Senado. A iniciativa busca ampliar o debate público e oferecer ao eleitor informações sobre propostas, custos e compromissos dos postulantes, reforçando o papel do jornalismo na democracia.

Nesta campanha, seis veículos de comunicação deram um passo importante nessa direção. Campo Grande News, SBT/MS, TV Guanandi, A Crítica, JD1 Notícias e Correio do Estado se uniram para entrevistar os principais candidatos ao Governo do Estado. A iniciativa amplia o espaço para o debate e permite que as propostas cheguem a públicos diferentes, por meio da televisão, do rádio, dos jornais e das plataformas digitais.

A mídia não deve escolher candidatos pelo eleitor. Sua missão é outra: perguntar, confrontar propostas, cobrar explicações e oferecer informações para que cada cidadão faça a própria escolha. Não basta ao candidato aparecer, repetir slogans ou prometer soluções genéricas. É preciso explicar o que pretende fazer, quanto custará, de onde virão os recursos e quais resultados poderão ser cobrados depois da eleição.

Mato Grosso do Sul enfrenta desafios que não cabem em discursos decorados. Ainda há famílias esperando atendimento médico, crianças que precisam de ensino de qualidade, trabalhadores em busca de oportunidades e cidades pressionadas pela falta de infraestrutura. Ao mesmo tempo, o Estado precisa crescer, atrair investimentos, gerar empregos e proteger riquezas naturais que pertencem às próximas gerações.

Desenvolvimento econômico não pode significar abandono social. Produção não pode servir de justificativa para destruir rios, nascentes, matas e o Pantanal. Da mesma forma, políticas ambientais não podem ser tratadas como obstáculos ao progresso. O verdadeiro desafio é produzir mais, distribuir melhor as oportunidades e preservar o patrimônio natural de Mato Grosso do Sul.

É papel do jornalismo colocar essas questões diante dos candidatos. Quem deseja governar precisa dizer como enfrentará as filas da saúde, melhorará a educação, combaterá a violência, reduzirá as desigualdades e garantirá desenvolvimento sem entregar o meio ambiente à exploração descontrolada.

A união dos seis veículos mostra que a concorrência pode dar lugar à cooperação quando o interesse público está acima dos interesses particulares. Cada empresa mantém sua independência, mas todas assumem uma responsabilidade comum: oferecer ao eleitor instrumentos para comparar projetos, identificar contradições e separar compromissos possíveis de simples promessas eleitorais.

Entrevistas não resolvem os problemas do Estado, mas ajudam a revelar quem conhece esses problemas e quem apenas aprendeu a falar sobre eles. A palavra dada durante a campanha também fica registrada para ser cobrada depois.

A imprensa abre o espaço, faz as perguntas e leva as respostas à sociedade. A decisão continuará sendo soberana e exclusiva do eleitor. Quanto mais informação houver, menores serão as chances de Mato Grosso do Sul entregar seu futuro a candidatos despreparados, indiferentes às causas sociais ou comprometidos apenas com grupos políticos e econômicos.

Votar é escolher. Mas escolher bem exige conhecer. E garantir esse conhecimento é uma das maiores contribuições que o jornalismo pode oferecer à democracia.