Jogos criados por universitários unem tecnologia, Pantanal e inclusão social
Projetos combinam pesquisa, educação e acessibilidade para desenvolver soluções com impacto na sociedade
Games digitais desenvolvidos na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) estão sendo usados como ferramentas de educação ambiental, acessibilidade, inclusão social e pesquisa científica. A iniciativa é conduzida pelo Ledes (Laboratório de Engenharia de Software), da Facom (Faculdade de Computação), em Campo Grande, e reúne estudantes e professores em projetos que vão além do entretenimento.
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Os jogos criados pelo grupo abordam temas como preservação do Pantanal e do Cerrado, inclusão de pessoas cegas, valorização de mulheres e educação em saúde. Segundo o coordenador do projeto, Ricardo Theis Geraldi, o trabalho combina extensão universitária e pesquisa científica para desenvolver soluções voltadas a problemas reais da sociedade.
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Entre os projetos em destaque está o game Pantanal World, voltado ao público infantojuvenil. O jogo apresenta cenários inspirados no Pantanal e no Cerrado e permite interação com mais de 27 espécies de animais. Além da temática ambiental, o game também trabalha a alfabetização, o letramento e a escrita, com níveis adaptáveis de dificuldade. O projeto já foi indicado à premiação da trilha da COP-15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres) durante o Integra 2025 da UFMS.
Outro destaque é o Theseus’ Odyssey, jogo inspirado no mito grego de Teseu e criado com foco em acessibilidade para pessoas cegas. O jogo utiliza recursos sonoros para permitir autonomia ao jogador e propõe desafios estratégicos ao longo da narrativa.
A iniciativa começou em 2024 a partir de dois estudantes da Facom, Gilvan Júnior e Miguel Albuquerque, que desenvolveram os primeiros protótipos dos jogos Museu das Mulheres (Des)conhecidas e Pantanal World. Com o avanço do projeto, outros estudantes passaram a integrar o grupo em áreas como arte, design e som.
Em 2025, o projeto ganhou estrutura institucional própria, com ações de pesquisa e extensão, além da participação em eventos nacionais e internacionais da área de games. Professores da Computação, Artes, Comunicação e Meio Ambiente também passaram a colaborar nas produções.
Segundo a assessoria de imprensa da UFMS, além do desenvolvimento tecnológico, o grupo busca fortalecer o mercado de games em Mato Grosso do Sul. Segundo Ricardo Theis, o setor ainda enfrenta carência de investimentos e mão de obra especializada no Brasil. O projeto pretende buscar recursos para ampliar os jogos e competir em escala internacional.
O coordenador afirma que os games podem funcionar como ferramentas de aprendizado e conscientização por permitirem interação direta do público com os temas abordados. A proposta é transformar os jogos em experiências imersivas capazes de estimular reflexão sobre questões ambientais, sociais e culturais.
Atualmente, o Pantanal World já está disponível para download na Play Store. Outros jogos produzidos pelo grupo podem ser acessados pela página oficial do projeto. O laboratório também planeja lançar novos títulos, incluindo uma versão 3D do Pantanal World e games voltados à educação no trânsito e à área da saúde.
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