Gatinhos que vivem na UFMS viram modelos em concurso de fotografia
Ação quer dar visibilidade aos animais, reforçar a importância da castração e conscientizar sobre o abandono
Mais de 100 gatinhos que vivem no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) de Campo Grande terão seu momento de estrelas e vão virar modelos fotográficos. O Grupo de Proteção Felina da Universidade abriu um concurso de fotografia para dar visibilidade aos animais, reforçar a importância da castração e conscientizar sobre o combate ao abandono.
Aberta ao público, a competição vai até o dia 10 de junho e convida participantes a fotografarem um ou mais gatos que circulam pela universidade. Para participar, é preciso publicar a imagem no Instagram, marcar o perfil @protecaofelina.ufms e usar a hashtag #concursoprotecaofelinaufms.
Segundo a professora Tais Fenelon, idealizadora da ação, o concurso é uma forma criativa de ampliar o alcance do trabalho realizado há mais de uma década dentro da UFMS.
“A ideia surgiu para dar visibilidade à educação ambiental. A maioria dos nossos gatos tem a marcação na orelha esquerda, que indica que são castrados. Queremos conscientizar sobre a importância da castração e também reforçar que abandono é crime”, explica.
Criado em 2014, o projeto tem como principal foco o controle populacional dos felinos pela castração, além de promover o bem-estar animal e incentivo à adoção responsável. Atualmente, a colônia de gatos da UFMS tem cerca de 105 gatos, 90% deles já foram castrados.
“É um trabalho de 12 anos que envolve professores, técnicos, voluntários e estudantes de diversos cursos”, detalha Tais.
Além de destacar a causa animal, o concurso lembra que os gatos mansos que vivem no campus estão disponíveis para adoção.“Essa é uma forma de dar visibilidade para os gatinhos que podem ganhar um lar. Muitos deles são dóceis e mais fáceis de fotografar, o que pode ajudar nesse processo”, afirma.
A premiação será uma caneca de cerâmica personalizada com ilustrações de dois famosos gatos da universidade: Bartô, conhecido como o “reitor felino”, e Pantera, figura popular entre os estudantes.
As fotos serão avaliadas por uma comissão formada por professores e profissionais da área de fotografia e jornalismo, com critérios como criatividade, qualidade técnica, composição e adequação ao tema. O resultado será divulgado em 30 de junho no perfil oficial do projeto.
“A gente sempre reforça que a universidade não é local para abandono. Nosso objetivo é conscientizar, proteger e promover adoção responsável”, finaliza a professora.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.




