Mensalidades de escolas particulares podem subir até 11% em 2027
Reajuste projetado supera a inflação e deve atingir a maioria das instituições privadas
As mensalidades das escolas particulares devem ficar mais caras em 2027. Levantamento da consultoria Meira Fernandes, apresentado pelo Jornal Folha de São Paulo, aponta que a maior parte das instituições projeta reajustes entre 7% e 11% para o próximo ano.
RESUMO
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A alta prevista supera a inflação projetada para 2026. Segundo o Boletim Focus citado no estudo, a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é de 5,03%.
A pesquisa mostra que 98,9% das escolas ouvidas pretendem aumentar o valor cobrado das famílias. Entre elas, 80,6% trabalham com reajustes dentro da faixa de 7% a 11%.
Entre os fatores apontados para justificar os aumentos estão o avanço da inadimplência e a necessidade de ampliar investimentos nas escolas.
No primeiro semestre deste ano, 51,93% das instituições relataram atrasos equivalentes a 2% a 5% dos pagamentos. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 46,59%.
A educação inclusiva também aparece entre os principais gastos adicionais. Segundo o levantamento, 35,9% das escolas citaram investimentos nessa área como fator de pressão sobre os custos. Outros 16% mencionaram a contratação de profissionais especializados.
A rotatividade de funcionários também pesa. Para 28,8% das instituições, as trocas frequentes de trabalhadores geram despesas com demissões, processos seletivos, admissões e treinamentos.
Além disso, 6,08% disseram ter ampliado gastos relacionados ao ambiente digital, incluindo revisão de documentos, treinamento de equipes, ferramentas de proteção de dados, comunicação com famílias e medidas contra o cyberbullying.
Escola deve avisar famílias com antecedência
Os percentuais apresentados pela pesquisa são projeções e não significam que todas as escolas aplicarão reajustes iguais.
Pela legislação, as instituições particulares podem alterar as mensalidades uma vez por ano. O novo valor deve ser comunicado aos pais ou responsáveis com pelo menos 45 dias de antecedência em relação ao prazo final da matrícula.
As escolas também precisam apresentar uma planilha de custos para justificar os valores cobrados.


