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Campo Grande, Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

13/11/2019 18:10

Reitoria da UFGD diz cumprir determinação do MPF sobre lista tríplice

Mirlene Ferreira Macedo Damázio ocupa o cargo de forma interina e afirma ter obedecido recomendação do órgão

Gabriel Neris
Entrada da Universidade Federal da Grande Dourados (Foto: Divulgação)Entrada da Universidade Federal da Grande Dourados (Foto: Divulgação)

Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), a reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) defendeu que cumpre determinação do MPF (Ministério Público Federal) em recusar os nomes formalizados pelo Conselho Diretor da Faculdade de Educação.

Mirlene Ferreira Macedo Damázio ocupa o cargo de forma interina e tem se envolvido em confusões com a comunidade acadêmica. A administração exonerou Maria Alice de Miranda Aranda e Gustavo Levandoski dos cargos de diretora e vice da Faculdade de Educação, respectivamente. No mesmo ato, nomeou Miguel Gomes Filho como diretor pro tempore.

Na nota, a instituição cita a recomendação do MPF de que “recuse a lista tríplice formada pelo Conselho Diretor, anulando a eleição no Conselho Diretor para que outra seja feita em substituição, que somente acate a nova lista se elaborada em votação secreta, como determina o regulamento da Faculdade de Educação”.

“Considerando o relevante teor do documento recebido, a reitoria acatou as recomendações do MPF, agindo de acordo com os princípios que regem a administração pública, de forme a garantir a regularidade e cumprimento dos procedimentos, primando pela observação das leis e seus dispositivos institucionais”, disse a UFGD, em nota.

De acordo com professores ouvidos pelo Campo Grande News, a lista tríplice tendo Maria Alice e Gustavo como vencedores foi elaborada após a consulta interna, feita no dia 17 de setembro. Como a chapa segunda colocada não quis colocar o nome para fazer parte, a lista tríplice foi elaborada contendo os nomes da chapa vencedora e mais outros nomes para formalizar o processo.

Entretanto, por observar suposta irregularidade na composição da lista, o procurador da República Eduardo Gonçalves recomendou à reitora que recusasse os nomes formalizados pelo Conselho Diretor da Faculdade de Educação. Gonçalves foi o mesmo procurador que questionou a eleição para reitor da UFGD.

Mirlene foi nomeada como reitora pro tempore no dia 10 de junho pelo ministro da Educação Abraham Weintraub. Com a nomeação, ele ignorou a lista tríplice elaborada após eleição interna, cujo vencedor foi o professor Etienne Biasotto, filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores). Desde então, é chamada de “interventora” por boa parte da comunidade acadêmica.

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