38% dizem desconhecer regras do Desenrola 2.0, aponta enquete
Programa foi prorrogado até 31 de agosto, mas 38% dos participantes dizem não saber como funciona a renegociaç
A prorrogação do Desenrola 2.0 abriu mais um mês para consumidores renegociarem dívidas, mas boa parte do público ainda desconhece as regras do programa. Enquete do Campo Grande News mostra que 38% dos participantes afirmaram não conhecer as condições da iniciativa.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Outros 29% disseram que a extensão do prazo não resolve o problema porque as parcelas continuam altas. Para 20%, o período adicional era necessário, enquanto 13% responderam que a possibilidade de regularizar as dívidas depende do desconto oferecido.
- Leia Também
- Desenrola Brasil é prorrogado e dá mais um mês para quitar dívidas
- Divisão de lucros começa hoje e faz FGTS bater recorde de busca no Google
O resultado mostra que a ampliação do calendário, sozinha, não garante maior adesão. Somados, os entrevistados que desconhecem o programa ou consideram as prestações elevadas representam 67% dos votos registrados no levantamento.
O governo federal prorrogou o Desenrola 2.0 até 31 de agosto. A mudança amplia o tempo para concluir negociações com instituições financeiras, mas mantém as demais regras. A extensão foi oficializada por portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União) e, segundo o Ministério da Fazenda, não exigirá novos recursos públicos.
Quem pode participar
O programa atende pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, e permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos. Entram na iniciativa débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
As negociações são feitas diretamente com as instituições financeiras participantes. Os acordos podem oferecer juros de até 1,99% ao mês e descontos de 30% a 90%, de acordo com a modalidade, a dívida e as condições apresentadas pelo banco.
O programa também autoriza o uso de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a quitação. O trabalhador pode utilizar até 20% do saldo disponível ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
Até o fim de junho, o governo informou que mais de R$ 22 bilhões em dívidas haviam sido renegociados em cerca de 3,6 milhões de operações. O saldo devedor foi reduzido para aproximadamente R$ 4 bilhões. Mais de nove milhões de famílias já teriam utilizado o programa, e a expectativa oficial é alcançar dez milhões com a prorrogação.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.



