Para 61% dos leitores, religião do candidato não pesa na escolha
Propostas, qualidades pessoais e valores aparecem entre os critérios citados pelos participantes
A religião professada por um candidato não interfere na escolha do voto para a maioria dos leitores que participaram da enquete do Campo Grande News. Conforme o resultado, 61% responderam “não” à pergunta “A religião do candidato influencia na hora de você escolher em quem votar?”. Outros 39% disseram que a fé do candidato influencia a decisão.
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A enquete foi publicada nesta quinta-feira (17), em meio à campanha das Eleições 2026 e ao debate sobre a presença da religião na política. A participação é espontânea e, portanto, o resultado representa apenas os leitores que responderam à pergunta, sem valor de pesquisa eleitoral ou científica.
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Nos comentários nas redes sociais, parte dos leitores afirmou levar em consideração outros critérios. Claudemir Azevedo Lemos resumiu: “Eu voto nas boas propostas do candidato”. Nancy Priamo seguiu linha semelhante: “Não, procuro saber das qualidades do candidato”.
Benedita de Souza também disse não considerar a religião determinante. “Em mim não influencia em nada. Sou dona do meu voto”, comentou. Fermino Rui Dias afirmou: “Em mim não influencia em nada. Sou dono da minha vontade e do meu caráter”. Já Rosa Borges Jussiani respondeu: “De maneira nenhuma. Sei muito bem diferenciar as coisas”.
Entre os leitores que relacionaram fé e escolha política, Vanuza Rodrigues Môro ponderou que a religião do próprio candidato não deveria ser o fator decisivo, mas defendeu que as convicções religiosas do eleitor podem pesar na análise de partidos. “A religião não deve ser fator de decisão para um voto, mas o verdadeiro cristão não pode votar em partidos cujas ideologias apoiam princípios que ferem a fé cristã”, escreveu.
Roberto Lima Lima foi mais direto ao responder que, para ele, a religião tem peso na escolha: “Para mim, sim, influencia, desde que o cristão não seja picareta”.
A pergunta da enquete foi proposta justamente diante da presença recorrente de referências religiosas no debate eleitoral. A Constituição Federal assegura a liberdade de consciência e de crença, enquanto o voto é direto e secreto. O critério utilizado para escolher um candidato, portanto, cabe individualmente a cada eleitor.
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