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Maioria dos participantes, 51% dizem que já tomaram medicamento do “kit covid”

Uso do conjunto para tratamento da doença não teve eficácia comprovada

Por Aletheya Alves | 31/03/2021 07:38
Ivermectina é um dos medicamentos que compõe o "kit covid". (Foto: Portal Olhar Digital)
Ivermectina é um dos medicamentos que compõe o "kit covid". (Foto: Portal Olhar Digital)

Nesta terça-feira (31), o Campo Grande News questionou se os leitores já haviam tomado algum medicamento do “kit covid”. Mesmo sem eficácia comprovada no tratamento do coronavírus, o conjunto segue sendo utilizado.

São investigados três casos de morte provocadas possivelmente pelo uso indiscriminado do kit durante os últimos dias, sendo duas em São Paulo e uma em Porto Alegre. Ao irem até o hospital, as três apresentaram quadro de danos permanentes no fígado.

Ao contrário do imaginado, o cenário não foi causado pela covid-19, mas pelo uso de ivermectina, utilizada para tratamento de infecções causadas por vermes e parasitas, azitromicina, cloroquina e corticoides.

Conforme resultado da enquete, 51% dos leitores disseram já ter tomado algum medicamento, enquanto 49% relataram que não. Parte da maioria, Marina de Souza Alves disse que não se arrepende de ter utilizado, “já tomei sim e se for preciso tomo de novo. O único recurso”, diz.

Também com a mesma opinião, Neidi Viegas relata que contraiu o vírus e fez uso do kit. “Tomei, peguei covid e foi de leve. Só perdi olfato e paladar, o que foi horrível”. Do outro lado, Paula Souza relata que devido à falta de comprovação científica, não aderiu ao uso.

“Não tomei. Mantive distanciamento social, utilizei todas as medidas cabíveis de higiene, estou sempre do lado das ciências comprovadas e esperando a vacina urgente. Não faço uso daquilo que não tem comprovação científica”, Paula explica.

Sem concordar com o uso dos medicamentos, Rozana Barros diz que não vê eficácia na prática. “Jamais [tomei]. Se estivesse dando certo, não teríamos tantas mortes”, completa.

Em Campo Grande, um advogado fez pedido na Justiça para que fosse obrigatória a distribuição da ivermectina para toda a população, mas o pedido foi negado. Até o momento, não há tratamentos precoces comprovados.

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