Brasileira pode ter sido sequestrada em Ponta Porã antes de execução
Miriam foi encontrada amarrada e degolada ao lado de bilhete dos "Justiceiros da Fronteira"
Mais cedo, a polícia havia informado apenas que se tratava de uma mulher jovem, encontrada com sinais de tortura e um profundo corte no pescoço. A identificação foi confirmada posteriormente por uma cunhada da vítima às autoridades paraguaias.
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A brasileira Jaqueline Duarte Vega pode ter sido sequestrada em Ponta Porã e levada ao Paraguai, onde foi assassinada. O corpo foi encontrado em estrada vicinal de Pedro Juan Caballero com mãos e pés amarrados, sinais de tortura e corte profundo no pescoço. Ao lado da vítima, havia um bilhete dos "Justiceiros da Fronteira". Este é o terceiro caso recente na região com esse padrão. As investigações seguem em andamento.
O corpo foi localizado por volta das 12h30, próximo à linha internacional que separa Pedro Juan Caballero de Ponta Porã. Ao lado da vítima, os policiais encontraram um pedaço de papelão com uma mensagem atribuída ao grupo denominado "Justiceiros da Fronteira", contendo as frases "Não roubar" e "+1 aviso".
De acordo com o médico legista Marco Prieto, Miriam apresentava diversas lesões pelo corpo. Ela estava com as mãos e os pés amarrados, tinha ferimentos no rosto e sofreu um profundo corte no pescoço, apontado como a causa da morte.
A perícia também constatou sinais compatíveis com aproximadamente 12 horas de óbito, indicando que o assassinato pode ter ocorrido durante a noite de segunda-feira (13).
Agora, uma das hipóteses investigadas é a de que Miriam tenha sido sequestrada em Ponta Porã e levada para o lado paraguaio da fronteira, onde acabou assassinada. Até o momento, contudo, essa informação ainda é tratada como preliminar e não foi oficialmente confirmada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
A suspeita reforça outra linha já levantada pela Polícia Nacional do Paraguai, de que a mulher pode não ter sido morta no mesmo local onde o corpo foi encontrado.
O caso também chama atenção pela presença do bilhete deixado ao lado da vítima. Segundo a polícia paraguaia, este é o terceiro episódio recente na região em que corpos são encontrados acompanhados de mensagens atribuídas aos chamados "Justiceiros da Fronteira". Nos casos anteriores, as vítimas também apresentavam sinais de violência extrema e foram mortas com armas brancas.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar possíveis envolvidos e confirmar se o homicídio tem ligação com outros casos registrados recentemente na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai.
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