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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

07/07/2019 14:57

Atletas tentam criar federação para fortalecer pole dance como esporte

Delegação do Estado disputou o Brasileiro da modalidade recentemente, mas não ficou entre os primeiros colocados

Gabriel Neris
Lyanne Mello durante competição no Brasileiro da modalidade (Foto: Arquivo pessoal)Lyanne Mello durante competição no Brasileiro da modalidade (Foto: Arquivo pessoal)

Fim ao tabu. É o que querem as praticantes do pole dance em Mato Grosso do Sul. As mulheres exigem que a modalidade seja reconhecida como esporte, uma batalha que pode ser vencida com a criação da própria federação, e o fim do preconceito que ainda existe.

Lyanne Mello, de 27 anos, é praticante e competiu recentemente em Itajaí (SC) pelo Campeonato Brasileiro, competição que dava vaga para o Mundial em outubro. Os resultados não foram os melhores, mas ela considera a participação como positiva.

“Foi importante participar, a gente viu o nível que estamos, serviu como um termômetro e ano que vem vamos tentar de novo”, comenta.

Meninas representaram MS na competição nacional (Foto: Arquivo pessoal)Meninas representaram MS na competição nacional (Foto: Arquivo pessoal)

Em agosto tem evento em Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande, e em setembro Lyanne estará em São Paulo representando o Estado para uma exposição. “Estamos levando o nome do Estado”. Segundo ela, além do município da região do Bolsão e da Capital, também há praticantes em Dourados e São Gabriel do Oeste.

Para atrair cada vez mais participantes, a mulher contou com a ajuda do governo estadual para criar a federação estadual. Uma reunião foi realizada com Carlos Alberto de Assis, chefe de gabinete do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que abraçou o projeto.

“[Vamos crescer] expondo bastante, para que mais pessoas tenham acesso ao que é o pole dance. É um esporte, tem a parte sensual também, mas trabalha a autoestima da mulherada. Exercícios aeróbicos aumentam o condicionamento físico, o g anho maior é a autoconfiança. O preconceito vem da falta de informação”, afirma Lyanne.

A praticante explica que cada campeonato tem um regulamento e dentro dele há diversas regras, como lista de movimentos básicos ao mais avançado. “Cada movimento tem uma pontuação. É tipo ginástica artística, com parte aeróbica, acrobacias. É um ganho de resistência física, flexibilidade, benefícios para o corpo e também para a cabeça”. Os movimentos resultam em pontuação de jurados especialistas na modalidade.

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