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Esportes

Atleticanos da Capital não se conformam com derrota para o humilde Raja

Por Helton Verão | 18/12/2013 20:04
Torcedores caíram nas lagrimas ao fim do jogo. O sonho acabou (Foto: Helton Verão)
Torcedores caíram nas lagrimas ao fim do jogo. O sonho acabou (Foto: Helton Verão)

O clima era de festa no bar do Trem Mineiro, no Jardim Itatiaia, em Campo Grande. Mais de 30 atleticanos se reuniram no local com o “maior” otimismo do mundo para o jogo diante do humilde Raja Casablanca, do Marrocos.

Antes do jogo, as previsões eram as mais otimistas: “3 a 0 para o Galo, gols de Diego Tardelli, Ronaldinho, e Jô. Na final 1 a 0, com mais um do Tardelli”, comentou o fisioterapeuta Mario Eduardo Dias, 32 anos.

“Vai ser 2 a 0, só para se guardar para o Bayern no sábado. Gols de Ronaldinho e Tardelli. No domingo vai ser 3 a 2 para o Galo”, previu o autônomo Geraldo Mota.

Quase todos (ou todos) presentes no bar oriundos de Minas Gerais, explicam como é ser atleticano em Mato Grosso do Sul. “Não somos torcedores do Galo, somos atleticanos, é diferente de tudo que vocês já viu”, resume o fisioterapeuta Mario Eduardo.

Os minutos foram passando, o resultado não vinha como esperado e a torcida se desesperava. Nem mesmo Ronaldinho era aquele decisivo, conhecido mundialmente.

Na volta do intervalo, Erraki puxou contra-ataque pela esquerda e virou o jogo para achar Iajour, sozinho nas costas do perdido Lucas Cândido. O atacante bateu tranquilo, na entrada da área para abrir o placar.

Em um dos únicos lances efetivos do Galo no jogo, Fernandinho sofreu falta na entrada da área pela meia esquerda e Ronaldinho Gaúcho foi para a bola. O camisa 10 mandou no canto esquerdo e deixou Askri imóvel no centro do gol.

Festa no Trem Mineiro, atleticanos pularam, gritaram, não couberam em si.

Mas... Após o gol, R10 início diversas tentativas de lances de efeitos com pouca objetividade e quase todas dando errado.

Até que aos 38, quando o árbitro espanhol Carlos Velasco‎ Carballo apontar o pênalti após Réver errar o tempo de bola e acertar Iajour na grande área. Jogadores do Galo não concordaram com a marcação, que no fundo se misturou a um contato com uma ‘cavada’.

O capitão Moutaouali bateu no canto esquerdo e deslocou o herói tantas vezes na Libertadores Victor. Raja 2 a 1.

Torcedor não acreditava no que estava vendo. (Foto: Helton Verão)
Torcedor não acreditava no que estava vendo. (Foto: Helton Verão)

Mais desorganizado do que antes, o Atlético partiu para cima e levou mais contra-ataques, no último lance do jogo, Mabide após Moutaouali carimbar o travessão de Victor em tentativa de cobertura fechou a conta e detonou o sonho, Raja 3 a 1.

Tristeza e lágrimas no Jardim Itatiaia. Do lado de fora, um torcedor joga sua bandeira e grita: “Nunca mais torço por eles”, esbraveja o senhor, que ainda recebe a palavra amiga de outros tentando acalmar, mas não adianta.

“Inacreditável. Acreditei só até o pênalti. Mas agora é bola para frente, ano que vem tem Mundial no mesmo Marrocos, estaremos lá”, lamenta e avisa o engenheiro Thiago Ribeiro, 29 anos.

Agora o Atlético-MG encara o Guangzhou Evergrande, da China, para a disputa do 3º lugar, no sábado às 13h30, na mesma Marrakech.

Agora o Atlético-MG encara o Guangzhou Evergrande, da China, para a disputa do 3º lugar, no sábado às 13h30, na mesma Marrakech. E Tem vaga garantida na Libertadores 2014
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