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Cidades

Com mais de 2 mil militares, operação Ágata 2 vai bloquear 42 pontos em MS

Por Fabiano Arruda | 16/09/2011 16:55

Ação será executada por tempo indeterminado em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Representantes de Forças Armadas e órgãos que integram operação dão detalhes da ação em entrevista na sede do CMO na Capital. (Foto: João Garrigó)
Representantes de Forças Armadas e órgãos que integram operação dão detalhes da ação em entrevista na sede do CMO na Capital. (Foto: João Garrigó)

A Operação Ágata 2, que iniciou a fase ostensiva nesta sexta-feira em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, vai monitorar pelo menos 42 pontos, entre fixos e móveis, e terá 1,6 mil militares do Exército, 300 da Marinha e 450 da Força Aérea Brasileira, além do efetivo de apoio de policiais federais, rodoviários federais e da Polícia Militar.

Ainda integram a ação Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Receita Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

As abordagens nas estradas serão a parte da operação mais visível à população, segundo o general Valerio Stumpf, chefe do centro de operações do CMO (Comando Militar do Oeste).

Ele afirma que o principal objetivo é combater os ilícitos transfonteiriços, nas regiões com Paraguai, Uruguai e Argentina, como contrabando de gado, pessoas, bem como tráfico de armas e drogas.

Esta é a segunda fase da operação, já que os trabalhos de inteligência começaram há 20 dias.

“A terceira fase está nas ações pontuais que o serviço de inteligência apontar”, explicou.

Conforme o general, uma segunda etapa da operação vai estreitar acordos de cooperação com países vizinhos, no entanto, segundo ele, cada País atuará em seu território e militares brasileiros não entrarão no espaço vizinho.

“O ministro da Defesa já esteve em alguns países, mas não há operação coordenada”, comentou.

No Estado, os militares estão instalados em bases de municípios como Dourados, Amambai, Corumbá, Iguatemi, Porto Murtinho, Jardim, Ponta Porã e Bela Vista. De cada local eles são remanejados para os postos de fiscalização.

A Ágata 2 ainda prevê ações sociais à população carente em municípios como Dourados e Porto Murtinho com serviços de saúde das Forças Armadas nos locais como atendimento médico e odontológico.

General explica que principal objetivo da operação é combater crimes nas regiões de fronteira.
General explica que principal objetivo da operação é combater crimes nas regiões de fronteira.

Complementares - Representes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal comentaram nesta sexta-feira que a Ágata 2 e a Operação Sentinela podem ser consideradas ações complementares.

Já o coronel da Polícia Militar, Guilherme Gonçalves, afirmou que a PM tem mais de mil homens atuando em cidades da região de fronteira, contudo, o foco da corporação é a atuação “urbana” e será apenas de apoio a ação do Ministério da Defesa.

Vants - O general do CMO também foi questionado se os aviões não tripulados, conhecidos como vants, estarão em operação em Mato Grosso do Sul durante a Ágata 2.

Ele explicou que os dois vants, um da Polícia Federal e outro da Força Aérea, atuarão, no primeiro momento, em Foz do Iguaçu (PR) e Santa Rosa (RS), no entanto, que os aviões podem sobrevoar o território sul-mato-grossense “se houver mudança de prioridade” ao longo da ação.

Operação - A Operação Ágata mobiliza 7 mil militares nos quatro estados. A operação prevê até interceptação de aeronaves suspeitas no espaço aéreo em toda fronteira de MS, PR, SC e RS, bem como patrulha naval na calha dos rios.

A ação é desdobramento da Ágata 1, que foi realizada na Amazônia no mês passado, com destruição de pistas de pousos clandestinas e combate a crimes ambientais. Ambas fazem parte do plano estratégico de fronteiras lançado pelo governo federal.

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