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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

03/11/2014 16:37

Decadente, futebol estadual tem jogo com apenas 50 torcedores no estádio

Michel Faustino
Média de torcedores na Série B é baixa. Maior público foi no confronto entre Corumbaense e Operário. (Foto: reprodução/facebook)Média de torcedores na Série B é baixa. Maior público foi no confronto entre Corumbaense e Operário. (Foto: reprodução/facebook)

A média de público nos estádios durante os jogos do campeonato sul-mato-grossense da Série B não é nada animadora, cerca de 300 torcedores, mesmo assim, o torcedor do interior é o que permanecesse mais saudosista e ainda dá uma “forcinha” para o clube. Mas teve jogo com apenas 50 torcedores na arquibancada. O maior público foi 1,3 mil em Corumbá.

Balanço feito junto aos registros da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) aponta que os jogos realizados no interior foram os que tiveram maior público. Mesmo que baixo, os números são expressivamente maiores do que os números de torcedores presentes nos jogos realizados na Capital.

O Corumbaense figura como a equipe que atraiu o maior número de torcedores em seus jogos. Em média, cerca de 500 torcedores, em jogos dentro de casa.

Clássico à parte, o confronto entre Corumbaense e Operário, realizado no dia 20 de setembro, atraiu cerca de 1,3 mil torcedores, o maior número da competição. Desse número, somente 200 não pagaram para entrar no estádio Arthur Marinho, casa do Carijo da Fronteira.

O próprio Corumbaense viveu a “triste” experiência de jogar na Capital contra a equipe do Campo Grande, em partida assistida por cerca de 90 torcedores, no estádio Olho do Furacão.

O mesmo Olho do Furacão, único estádio credenciado a receber jogos em Campo Grande, recebeu a menor média de público registrada até agora na competição.

No jogo realizado no dia 19 de outubro entre Guaicurus e Camapuã, apenas 50 pessoas, entre pagantes e não pagantes, estavam no estádio para assistir a partida.

Para o vice-presidente da FFMS, Marcos Tavares, o pouco público em jogos realizados na Capital, reflete o “descontentamento” do campo-grandense com o futebol.

“O torcedor de Campo Grande estava acostumado com os grande clássicos entre Comercial e Operário, na década de 70, quando essas equipes eram equipes de nível nacional. Hoje o campo-grandense deixou o futebol de lado. Já o público do interior é mais saudosista, e isso é bom para as equipes”, disse.

Segundo Tavares, dificilmente a média de público na Capital passaria dos 150 torcedores. “Essa média baixo é natural aqui. Infelizmente, mesmo os times trabalhando para atrair o público, nossa realidade é essa”, lamentou.

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