"Ele ia chutar, mas o Endrick gritou", diz mãe de Éderson sobre lance criticado
Campo-grandense entrou no último jogo do Brasil contra o Haiti e teve uma chance de marcar um gol

A mãe do volante campo-grandense Éderson dos Santos revelou que o jogador estava prestes a finalizar para o gol na partida contra o Haiti, mas acabou optando pelo passe após ouvir um chamado de Endrick. Nesta quarta-feira (24), ela fez a declaração durante a torcida da família pelo Brasil, que se reuniu mesmo diante do frio e com camisetas personalizadas para acompanhar a partida.
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A mãe do volante campo-grandense Éderson dos Santos revelou que o jogador pretendia finalizar para o gol na partida contra o Haiti, mas optou pelo passe ao ouvir Endrick pedir a bola. Edilene Lourenço, de 43 anos, contou que questionou o filho sobre a jogada e ele explicou que ia chutar quando o camisa 19 pediu o toque. A família se reuniu no frio para acompanhar a partida com camisetas personalizadas e demonstrou confiança em nova oportunidade do atleta em campo.
Edilene Lourenço, de 43 anos, contou que conversou com o filho após o último jogo e questionou por que ele não havia chutado a gol em um dos lances que chamaram a atenção dos torcedores.
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“Eu falei para ele: ‘Por que não chutou, filho?’. E ele respondeu que, na hora que foi chutar, o Endrick gritou pedindo a bola”, relatou.
Segundo ela, a intenção inicial do atleta era finalizar a jogada, tanto que o passe saiu como uma “bomba”, porque ele ia chutar para o gol quando o camisa 19 da seleção pediu para ele tocar a bola.

A mãe acompanhou apenas os melhores momentos da partida porque estava envolvida em atividades da igreja. Adventista, ela participou de ensaios do coral e de compromissos religiosos no fim de semana. Mesmo assim, disse que segue confiante em uma nova oportunidade para o filho em campo.
“Eu estava com o coração tranquilo e na esperança de que ele entrasse novamente e jogasse mais, porque acredito que no último jogo ele jogou pouco”, afirmou.
A convocação de Éderson para a Seleção tem sido motivo de orgulho para toda a família. Segundo Edilene, o sonho do filho começou ainda na infância, quando ele brincava de futebol no quintal de casa.
“Desde os seis anos ele falava que queria ser jogador. Eu dizia para estudar, caso não desse certo. Mas ele respondia que não tinha outra opção, que seria jogador profissional. Era o sonho dele desde criança”, contou.

A irmã caçula, Luiza dos Santos Cruz, de 9 anos, acompanhou a partida com uma camisa autografada pelo ex-goleiro da seleção Taffarel, presente dado por Éderson à mãe. No entanto, ela não sabia quem era o jogador, que presenteou seu irmão e ganhou o tetracampeonato pelo Brasil, em 1994, também nos Estados Unidos, um dos países-sede da atual Copa do Mundo.
“Meu coração está muito acelerado. Quero que ele entre em campo e faça um gol”, disse a menina, que acredita que o irmão ajudará o Brasil na busca pelo hexacampeonato.
Quem também esteve presente foi a avó, Edith Cândido dos Santos, que ajudou a criar o atleta e não esconde a emoção ao vê-lo na Seleção. Longe do neto, ela mantém uma rotina de orações para pedir que Éderson tenha saúde e sucesso na carreira.
“É muita loucura mesmo. Eu não esperava, não sonhava que ele ia chegar a uma Copa. Foi uma grande surpresa. A gente estava reunido na casa da mãe dele, tomando café da manhã, quando telefonaram para ele dizendo que precisava ir para os Estados Unidos. Tem hora que eu fico emocionada. Fico muito alegre. Pego as fotos dele e fico passando a mão”
"Vamos ver segunda-feira, no mata-mata. A gente acredita que ele entra sim. Foi tudo muito rápido, até a convocação dele foi meio inesperada, mas é muita emoção mesmo. Dessa vez a gente acompanha com muito mais entusiasmo e está muito confiante", relatou.

O próximo adversário do Brasil ainda não foi definido, mas poderá ser o Japão, a Suécia ou a Holanda. A seleção venceu a Escócia por 3 x 0 nesta quarta-feira e garantiu o primeiro lugar do Grupo C, enquanto Marrocos ficou com a segunda colocação.
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