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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/06/2012 12:27

Jogador do futsal italiano passa férias disputando torneio em MS

Gabriel Neris

Rodrigo Leite Teixeira aproveita folga no calendário pra manter a forma nas quadras de Campo Grande.

Jogar levanta o troféu com a camisa do Cogianco, na Itália (Foto: Aquivo Pessoal)Jogar levanta o troféu com a camisa do Cogianco, na Itália (Foto: Aquivo Pessoal)

Atleta do futsal da Itália, Rodrigo Leite Teixeira, de 32 anos, passa férias em Campo Grande fazendo o que mais sabe: jogar. Natural de Canoas-RS, e sul-mato-grossense de coração, Rodrigo faz sucesso no país da velha bota, mas passa despercebido no Brasil. Para manter a forma e o ritmo de jogo, o atleta disputa a Copa Guanandi, que teve início no mês de maio e será encerrado em julho.

O jogador do Cogianco Genzano começou sua carreira no time da Escola Perpétuo Socorro aos 7 anos de idade. Teve destaque atuando com as camisas da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e SEI (Sociedade Esportiva Independente), em 1997. Também passou pelo Poker Foz, de Foz do Iguaçu-PR.

O período foi curto, mas o suficiente pra ganhar a maior oportunidade da carreira, em 2003. “Ligaram pra ver se queria ir pra Itália com um amigo. Eu pensei, vou fazer experiência de um ano, se não der certo eu volto”, comenta.

Rodrigo foi para o time Augusta, que leva o nome da cidade italiana. Segundo ele, este é o mais velho entre os principais clubes da Série A. A adaptação foi rápida, mas para isso precisou de uma ajuda do próprio clube. “O diretor do time contratou uma brasileira pra fazer comida, eram oito ou nove brasileiros. O clima é diferente, mas acaba acostumando”, diz.

Acostumou e ficou no clube por três anos, mas teve que superar a antipatia do próprio treinador. Na primeira temporada foram apenas 11 partidas. “O treinador não gostava de mim, não botava pra jogar. Ele foi embora e eu me destaquei quando veio outro treinador”, relata Rodrigo.

Foram três temporadas, mas sem título. Rodrigo foi embora para o Luparence e no primeiro ano já foi campeão da Série A. “É um time de ponta, que tem visão de ganhar campeonato”, elogia o ala esquerdo.

A peregrinação de Rodrigo pela Itália não parou. Do Luparence, o atleta foi para o Modunho disputar a Série B. Na temporada 2007/2008, o jogador foi o artilheiro com 35 gols marcados. No ano seguinte foram mais 32 gols, mas o clube não chegou à elite do futsal italiano.

Com a camisa do Riete, Rodrigo foi artilheiro novamente da Série B com 40 gols. O clube também foi campeão em cima do Cogianco Genzano. A vitória na final despertou o interesse do time adversário. “No outro dia da final me ligaram falando que me queriam lá para subir e esse ano subimos novamente”, conta.

Passe valioso – A transferência de Rodrigo para o Cogianco Genzano foi valiosa, pelo menos assim definiu o próprio jogador. “O time vendeu e ‘meteu a faca’, foram 35 mil euros. É diferente do campo, os valores em relação ao custo-benefício. Mas lá existe uma paixão muito grande pelo esporte”.

Aos 32 anos, o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira ou até mesmo da italiana, já que tem dupla-cidadania, foi embora com o tempo. “No começo da carreira almejava, mas agora eu quero mesmo é aguentar o campeonato”. Voltar ao Brasil para jogar também não passa pela cabeça do atleta. “É engraçado, lá sou mais conhecido do que aqui. O que aguentar jogar, eu vou continuar”, finaliza.

Rodrigo se reapresenta ao Cogianco Genzano no dia 30 de julho para iniciar a pré-temporada. Nesse período vai fazendo o que mais sabe: jogar futsal.



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