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Esportes

Jogador usa a rede social para detonar adversário do Comercial na Série D

Por Paulo Nonato de Souza | 10/06/2015 17:16
Ruy Cabeção foi vice-campeão mato-grossense pelo CEOV em 2014 (Foto: Arquivo)
Ruy Cabeção foi vice-campeão mato-grossense pelo CEOV em 2014 (Foto: Arquivo)

Com 16 anos de carreira e passagens por grandes clubes, como Grêmio, Botafogo e Fluminense, o lateral-direito Ruy Bueno Neto, ou simplesmente Ruy Cabeção, se diz cansado da realidade do futebol brasileiro e disposto a pendurar as chuteiras.

Um dos líderes do Bom Senso Futebol Clube, movimento dos jogadores profissionais para tentar se fazer representar nas decisões da CBF e do governo federal em relação ao futebol brasileiro, Ruy Cabeção usou seu perfil no Twitter para detonar o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense. Ele acusou de caloteiro o clube pelo qual foi vice-campeão mato-grossense em 2014 e que enfrentará o Comercial de Campo Grande na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro, competição com início marcado para o dia 12 de julho.

Falando na terceira pessoa, Ruy reclamou de salários atrasados desde o inicio da temporada. “Sem receber salários no Operário-CEOV desde o inicio do ano, nosso guerreiro esfria o cabeção perto de sua família, em Belo Horizonte-MG. Mais um episódio de clubes mal pagadores no futebol brasileiro – diz parte do texto.

Ruy conta na rede social que nos últimos dois anos e seis meses passou por equipes como Alecrim-RN, Mixto-MT e Operário-MT “com incríveis dificuldades para receber salários e péssimas condições de trabalho”. Ressalta que pensa em sair definitivamente do futebol.

Esta não é a primeira vez que Ruy Cabeção usa a mídia social para reclamar do atraso salarial no Operário de Várzea Grande. No dia 5 deste mês, via Instagram, ele já havia se manifestado e o presidente do clube, Geovani Banegas, alegou que uma ação trabalhista está impossibilitando tirar uma certidão negativa para que o clube tenha condição de receber dinheiro do patrocinador.

O salário do jogador do Operário de Várzea Grande girava em torno de R$ 10 e R$ 15 mil, considerado alto para as atuais condições do clube. De acordo com o presidente, a decisão da diretoria é pela redução da folha de pagamento para a disputa da Série D.

O Operário de Mato Grosso está no Grupo A5 junto com o Comercial de Campo Grande, Caldense-MG, Rio Branco-ES e Aparecidense-GO.

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