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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

20/02/2014 17:42

Sem público, clubes da Capital têm prejuízo de até R$ 4 mil no Morenão

Helton Verão
Aluguel do estádio se junta ao INSS, porcentagem à FFMS, ambulância, segurança, entre outras despesas. Entre os valores registrados a média de prejuízo por jogo varia de R$ 2 mil à R$ 4 mil (Foto: Cleber Gellio)Aluguel do estádio se junta ao INSS, porcentagem à FFMS, ambulância, segurança, entre outras despesas. Entre os valores registrados a média de prejuízo por jogo varia de R$ 2 mil à R$ 4 mil (Foto: Cleber Gellio)

Muito mais do que a falta de apoio da torcida nas arquibancadas no estádio Pedro Pedrossian, os três clubes de Campo Grande, que estão na série A, do Campeonato Sul-Mato-Grossense tem o desgosto maior do que não ter público, o prejuízo de mandar seus jogos no Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão. Afinal para mandar uma partida no local chega ser até 1.625% mais caro do que as partidas no Interior. O que mais pesa para os clubes é o valor do aluguel, que varia de R$ 1,4 mil, se a partida for à luz do dia e pode chegar a R$ 2,9 mil se realizada a noite. Assim uma partida no estádio pode custar até R$ 7 mil.

Esses valores se unem ao INSS, porcentagem à FFMS (Federação de Futebol de MS), ambulância, seguranças, entre outras, além de impressão de ingressos que não entra nesta lista. A média de prejuízo por jogo varia de R$ 2 mil à R$ 4 mil se o número de torcedores não passar de mil na arquibancada.

Para os clubes do Interior, como os estádios são municipais, as suas respectivas prefeituras isentam os clubes desse aluguel. “É um dinheiro que poderíamos usar na contratação de um jogador, deviam ter uma flexibilidade, a UFMS isentar por exemplo, pelo menos até os clubes voltarem a ter torcida”, recomenda o diretor de futebol do Cene, Paulo Telles.

O diretor lembra que muitos torcedores questionam o potencial técnico da modalidade aqui e que esse aluguel do estádio derruba o orçamento de qualquer clube do Estado. “Falta sensibilidade, estamos rendidos a jogar só no Morenão. O torcedor já não prestigia e então não conseguimos pagar as contas”, lamenta Telles.

Para partidas nacionais a situação piora, pois os clubes são obrigados a fazer exame anti dopping e arcar com o quadro de arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). “Na Copa Verde não sabemos ainda se vamos precisar do exame, mas a arbitragem tem que ser CBF, que já é mais R$ 6 mil, o anti dopping na Copa do Brasil é exigido, um custo de mais R$ 2,5 mil”, lista o diretor.

O Cene já tentou liberar o Olho do Furacão para partidas realizadas a luz do dia, mas os laudos do Corpo de Bombeiros não foram aprovados ainda.

Outro clube da Capital, o Comercial, já cogita mandar jogos no estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas, para isso depende de liberação dos laudos e também da Prefeitura Municipal. “Já não temos apoio normalmente e ainda estamos refém do estádio Morenão. Pedimos o Jacques da Luz à Prefeitura mas até agora não foi liberado”, critica o diretor de futebol do Colorado, Sandro Muzzi.

O dirigente revela que esse gasto se junta aos salários dos atletas e funcionários. “Está tudo embutido nos gastos dos salários do clube”, revela Muzzi.

De todos os jogos realizados no Morenão em 2014, poucos conseguiram passar do status de negativo para posivito, coincidência ou não, ambos do Novoperário, o primeiro clássico com o Comercial, que teve um público de pouco mais de 1,3 mil pessoas, conseguiu pagar as contas da partida. Todos os gastos da partida chegaram a R$ 9 mil e o arrecadado passou os R$ 15 mil. Contra o Cene no último domingo, 377 pessoas pagaram e o clube conseguiu arcar com os gastos e até lucrar R$ 100. Sorte do Novo Galo.

Os borderôs das partidas são todos apresentados à FFMS e postados no site da entidade e conta com números curiosos, como o caso da partida entre Itaporã e Urso, nesta quarta-feira (19), que teve apenas 105 pagantes, arrecadando pouco mais de R$ 900, para apenas R$ 200 de gastos. Vale lembrar que no documento apresentado não constam valores para ambulância e segurança, o que é uma exigência da Federação.

Na próxima rodada, o clube que tentará ‘a sorte’ de arcar os gastos de uma partida no estádio Morenão é o Novoperário, o clube recebe o Misto, de Três Lagoas, no domingo, às 15 horas.



Como sempre, para os clubes a culpa é sempre de quem? do torcedor, é claro, ele não apoia, por isso que o time num cresce!
Esses dirigentes de futebol tem que parar de arrumar desculpas e fazer! fazer alguma coisa diferente de reclamar!
Como em todo negocio, se você apresenta um bom produto, ele é valorizado. E não podem reclamar que seus produtos não estão sendo divulgados. toda semana tem 4 horas de exposição ao vivo na televisão.
Sempre reclamam de dinheiro, se tá assim é porque não estão sabendo aproveitar a oportunidade, a cota da TV não é R$0,00 e tambem, todos estes patrocinios que conseguem por estarem aparecendo mais frequentemente na TV não são favores, tem muito dinheiro envolvido aí.
Enquanto isso, outras modalidades imploram pra poder utilizar o Morenão e não conseguem!
 
Marcos Augusto Reis em 25/02/2014 22:05:05
Os campeonatos de bairros, tem jogos de qualidade, pegada, raça e técnica é melhor que a do profissional "o CENE time ridículo que tem a capacidade de pedi para pegar time de pequena expressão na Copa do Brasil e mesmo assim consegue ser eliminado, o COMERCIAL e pura panela só tem cara ruim de bola, o NOVOPERARIO jamais terá a tradição do antigo OPERÁRIO e pra piorar a situação do futebol do Estado existe um cara chamado CEZARIO". Querem sonhar de ver um time do Estado voltar a brilhar no futebol brasileiro? Sê sim fu nova Federação de Futebol de MS. Vai lá Albuquerque Futebol Clube arrebenta!!!!!!
 
ROGERIO MENEZES em 21/02/2014 14:16:41
Isso aí é culpa totalmente da federação!
É hora de mudanças!! enquanto ficar esse presidente da federação vai continuar desse jeito!!!
Lamentavel...
 
Maicon Melo em 21/02/2014 14:02:38
Seria (por enquanto.. ) interessante que os jogos do time mandante aqui de CG, fossem jogados nos clubes ou locais onde treinam, bastariam armar pequenas arquibancadas, ficaria mais em conta, creio eu por enquanto.
 
Carlos Lamarca em 21/02/2014 13:18:13
CULPADO DE TUDO ISSO E A PROPRIA FEDERACAO DE FUTEBOL MS QUE SEMPRE PENSOU EM LEVAR VANTAGENS E NUNCA INVESTIRAM NISSO.
 
ANTONIO NETO em 21/02/2014 11:33:55
Tem pessoas que vão ao estádio só se ganharem cortesia, se não tiverem consciência que o valor arrecado serve para a despesa do clube fica enviável. Pessoas que ganham cortesia tem condições de pagar, mas quer ficar na veia.
 
Placida Barros em 21/02/2014 11:26:55
A Ausência dos torcedores no estádio morenão é só por um motivo,a qualidade técnica do futebol de MS é ruím!Prefiro assistir aos campeonatos de bairros, tem jogos que a qualidade
técnica é melhor que a do profissional, só perdem na parte física!Dá mais torcedores, além
de serem mais emocionantes!
 
João alves em 21/02/2014 10:22:34
Saudades do futebol jogado em Campo Grande na década de 70! Público e times - especialmente o Operário - davam verdadeiros espetáculos! Quem não viveu nesse tempo não pode avaliar o que foi essa maravilha, principalmente vendo o que ocorre hoje. Qualquer jogo do Operário no Campeonato Brasileiro (74 a 78) colocava de 15 a 20 mil pessoas no Morenão e contra os grandes o público ia para 30, 35 mil. Parece mentira, não é? Mas era assim mesmo. E mais: Campo Grande nem era capital e a cidade tinha uma população entre 150 e 200 mil habitantes. No campeonato estadual o público praticamente o mesmo. O segredo: boa administração, só isso. Competência administrativa. É inadmissível o que vemos hoje, jogos dos clubes que estão no topo da tabela com público de no máximo mil pessoas! Lamentável!
 
Hélio de Souza em 21/02/2014 10:07:02
Porque não libera o Tereré e a cervejinha do povo, ai quem sabe os torcedores não anima um pouco mais, e outra jogo no domingo de manhã parece uma boa ideia, e se ninguém gosta do presidente da federação porque não troca ele???
 
Ulisses Silva em 21/02/2014 09:41:41
mais do que merecido, estadozinho decadente, bando de gente arrogante que tem a prepotência em achar que vamos deixar de ver um bom futebol, pra essa porcaria aqui do estado, é melhor ver a novela rebelde.
 
adolfo cristaldo holsbach em 21/02/2014 09:28:16
A culpa é dos clubes, o futebol do MS tá de mal a pior, os times não são constantes, os clubes não promovem, não divulgam, enfim, parece que os jogos são disputados em segredo, pois ninguem fica sabendo, tem que dar uma sacodida no estado, os jogadores parece que vão morrer em campo, se alguem consegue correr de um lado do campo até o outro eles já negociam, enfim, atualmente eles estão pensando mais em como ganhar dinheiro do que em jogar, quando eles mudarem esta concepção, talvez os estadios voltem a encher, o publico quer ver o show do futebol, mas infelizmente ele não aparece por aqui já faz uns anos.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/02/2014 08:36:14
Os organizadores do futebol sul-mato-grossense estão fora de órbita, eles erram em transmitir o jogo da capital pela televisão, e outra, não entendi como pode ter mais assistentes não pagantes do que pagantes, isso é muito estranho, como sobrevive um futebol dessa maneira.
 
Raul Zampieri de Matos em 21/02/2014 08:20:35
Gosto de futebol, gosto de cerveja e gosto também de tereré. Vou no estádio, pago meu ingresso. Não vejo futebol(times muito fraco tecnicamente), não tomo minha cerveja(está proibida a venda no estádio), não tomo tereré(está proibido levar pro estádio), fico obrigado a fazer outras coisas.........
 
Paulo Rogerio em 21/02/2014 08:00:46
horário ruim, quer disputar jogos no mesmo horário em que passa futebol paulista e carioca na TV, faz jogos sábado a tarde ou domingo de manhã . ai melhora o publico,
trocar o presidente da FFMS, que esta ultrapassado, mentalidade atrasada
 
Renir Passos em 21/02/2014 05:33:55
SABE AQUELE DITADO
NÃO SABEM BRINCAR NÃO ENTREM NA BRINCADEIRA
 
claudinei braz de lima em 20/02/2014 19:23:30
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