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Jogo Aberto

A enrolação dos acordos sobre terras

Por . | 01/06/2013 07:00

Pula a fogueira - Junho bateu a porta e até agora nada de informação sobre a tradicional Festa de Santo Antônio, padroeiro de Campo Grande. Normalmente, a comemoração ocorria na primeira quinzena do mês, sempre realizada pela prefeitura.

Quermesse - Quem anda preocupado é o grupo de entidades filantrópicas que sempre viu na festa uma forma de lucrar com as barraquinhas de comidas típicas. A secretária de Assistência Social, Thaís Helena, jura que a festa vai acontecer, mas não diz quando.

Sem saída - Do jeito como as conversas caminham, não há qualquer possibilidade de acabar a guerra por terras em Mato Grosso do Sul. Nem índios, nem fazendeiros mudaram uma vírgula nas reivindicações. Há mais de 20 anos repetem as mesmas cobranças.

Lambuja - Apesar de pregarem acordo, ontem, os fazendeiros apresentaram pela enésima vez as mesmas “propostas”. Para resumir, querem que os índios desistam das terras. Como não assumem isso, lançam ideias que sabem: nunca vão vingar.

Causa própria - Querem que as demarcações sejam suspensas; que o assunto seja competência exclusiva do Congresso Nacional, cheio de ruralistas afoitos; e que o Governo Federal pague pela terra nua, o que a Constituição proíbe.

Para quem? - Ou seja, é acordo para boi dormir. É tanta imposição unilateral, que chega ser irônico o slogan da Famasul, entidade que representa os fazendeiros do Estado, na campanha contra os índios. A frase usada pe: "Onde tem Justiça, tem espaço para todos".

Tremendo - E onde o assunto chega, gera tensão. Durante encontro com representante do Fórum Nacional Fundiário, ontem no Tribunal de Justiça, tudo seguia na base da tranquilidade, até chegar a notícia de que os terena estavam a caminho.

Malignos - Nestes tempos de guerra de informação, tem fazendeiro ligando às redações e jurando que sabe de um plano dos índios para queimar todas as sedes de fazenda da região de Aquidauana e Miranda. E a teoria da conspiração flui, com história de que as comunidade são manipuladas por ONGs que querem mesmo é tomar posse do Aquífero Guarani.

Muvuca - Com a interdição do Jóquei Clube para festas e shows, moradores do condomínio Altos da Afonso Pena ficaram sem entender quais os critérios para a cobrança da lei do silêncio em Campo Grande.

Aqui pode? - Enquanto fecham a bagunça na periferia, não há qualquer fiscalização sobre os decibéis gerados todos os fins de semana pela multidão de carros estacionados ao longo da avenida. Além do barulho, ninguém consegue entrar ou sair do condomínio em menos de 30 minutos no congestionamento. O olha que a região é residencial.

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